A participação das marisqueiras no encontro integra as ações do trabalho social desenvolvido junto às obras do VLT de Salvador.
Marisqueiras que integram as ações do trabalho social desenvolvido junto às obras do VLT de Salvador e Região Metropolitana participaram, no dia 6 de março, do Encontro Territorial da Rede Aliança Kirimurê, realizado em Mar Grande, na Ilha de Itaparica. A Rede é formada por mais de 200 famílias de marisqueiras e pescadores da 07 cidades da Baia de Todos os Santos e tem como foco a geração de renda com inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva da Pesca Artesanal. A atividade reuniu mulheres marisqueiras da Rede em um espaço de troca de experiências, fortalecimento de vínculos e planejamento coletivo.
Realizado na Casa do Empreendedor o encontro teve como tema “A ancestralidade feminina e o mar como medicina” e promoveu o diálogo entre lideranças comunitárias da Rede que trabalham e empreendem na pesca artesanal. Ao longo da programação, as participantes compartilharam experiências de trabalho, organização comunitária e estratégias de fortalecimento das redes de mulheres da Aliança em seus territórios.
O encontro de hoje teve como objetivo fortalecer cada mulher. Sophie Reyna, que faz parte do Instituto Ori e da Alianca Kirimure, que conduziu o encontro olhando para cada mulher e ressaltando a presença e as lutas diárias de cada uma, comentou: “Hoje vivemos um momento especial para entender que, além de pensar nas metas e no caminho a percorrer, é preciso se fortalecer como ser humano, como pessoa e como mulher. Este é um dia de fortalecimento único, que nos transforma. Isso é o que nos move: cuidar dessa força, como rede de mulheres, de forma coletiva e individual.”
A participação das marisqueiras reforça os resultados do trabalho social desenvolvido junto às obras do VLT, que vem promovendo ações de fortalecimento produtivo, organização comunitária e geração de renda no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Entre as iniciativas está a implantação de uma Unidade de Beneficiamento de Pescados, que vai melhorar as condições de trabalho e renda das marisqueiras, agregar valor à produção e ampliar o acesso a mercados, além de valorizar a importância histórica e cultural do Porto das Sardinhas. As marisqueiras também participaram de formações para o desenvolvimento de produtos com valor agregado, como bolinhos e derivados da sardinha, além de capacitações para o aproveitamento de resíduos do pescado, transformando escamas em artesanato. As ações incluem ainda apoio à organização das trabalhadoras e capacitações em boas práticas de manipulação de alimentos, preparando-as para atuar na futura unidade já qualificadas para atender às exigências do mercado.