A atual estrutura de trabalho do Conselho Estadual de Cultura foi apresentada na última quinta-feira, 22, a estudantes, professores, pesquisadores e agentes culturais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O evento aconteceu no Teatro Martim Gonçalves, no Canela, em Salvador, e contou com a participação do conselheiro de cultura Tito da Silva.
A data marcou o lançamento do Fórum Acadêmico de Cultura e Arte (FACA), que envolve membros do Diretório Central de Estudantes da UFBA. Com o tema Formação em Políticas Culturais, a mesa do debate contou com a presença do conselheiro Tito da Silva, do pesquisador e ex-secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, que integra o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), a representante do Ministério da Cultura (MinC), Karina Miranda da Gama, e o diretor da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreio. A discussão foi mediada pela estudante de teatro Yanna Vaz.
Na ocasião, o conselheiro Tito da Silva apresentou a formação do Conselho Estadual de Cultura, órgão estruturado hoje por dois terços de integrantes eleitos para representar os Territórios de Identidade Cultural e os segmentos do fazer cultural. Silva lembrou ainda que o Conselho tem trabalhado na criação de um plano estratégico que norteará seus próximos dois anos de funcionamento.
Para a criação do plano estratégico, existem quatro comissões temáticas que trabalham em áreas importantes da gestão Cultural. São elas: “Legislação e Normas”, “Setoriais e de Linguagens”, “Fomento” e “Sistema Municipal de Cultura”. Silva reforçou o papel da Comissão de Setoriais e de Linguagens, que tem trabalhado na análise e aprovação dos Planos Setoriais produzidos pelos Colegiados Setoriais. Os planos estabelecem metas, prioridades, estratégias e objetivos específicos para os próximos 10 anos na gestão pública dos setores do audiovisual, circo, dança, literatura, música e teatro.
Silva explicou ao público que uma das missões do Conselho é ser um constante “canal de diálogo entre a sociedade civil e o poder público”, e citou a Sessão Plenária realizada na última quarta-feira, 21, no Centro de Referência do Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. “O Conselho precisa ouvir as demandas culturais da sociedade”, completou.
PAUTA – O evento, promovido pelo Fórum Acadêmico de Cultura e Arte (FACA), abordou ainda temas como políticas de editais, pontos de cultura e o atual panorama da gestão cultural na Bahia. O pesquisador Albino Rubim fez um apanhado das políticas culturais no Brasil e destacou seus avanços. “A cultura é fundamental para o processo de mudança e transformação. Ela muda os valores da sociedade e as visões de mundo. Queremos transformar a Bahia em um lugar onde a formação de cultura seja importante”, pontuou.
Thadeu Hermida, representante do FACA, afirmou que a presença do Conselho Estadual de Cultura foi importante por se tratar de uma das principais formas de inserção da sociedade civil no processo de fomento das políticas culturais.