18/10/2010
Em cartaz no dia 20, às 20h, no TCA. Vesperal gratuita, dia 19, às 16h
A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) é atração da Sala Principal do Teatro Castro Alves, com mais um Concerto Acadêmico, sob a regência do maestro Eduardo Torres, no próximo dia 20 de outubro, quarta-feira, às 20 horas. O solista convidado é o músico norte-americano Richard Young (viola). Participações especiais do pianista Ricardo Castro e da harpista Mariana Tudor. No programa, um repertório vigoroso e diversificado, com destaque para a música do Brasil e da Argentina, além dos compositores europeus: “Alvorada”, da ópera O Escravo (Lo Schiavo), de A. Carlos Gomes (1836-1896); “Dança Brasileira”, de M. Camargo Guarnieri (1907-1993); “Estancia: Quatro Danças’, op.8, de Alberto Ginastera (1916-1983); ‘Danças Eslavas”, op.46, nº. 08 em Sol menor, de Antonin Dvorák (1841-1904); “Etudes on Simple Tones” (Concerto para viola nº. 2), de Alexander Tchaikovsky (1946), e Danças Polovetsianas (da ópera O Príncipe Igor), de Alexander Borodin (1833-1887). Os ingressos custam R$ 10, (inteira) e R$ 5, (meia). Esse mesmo programa será apresentado na Vesperal Gratuita, no dia 19, terça, às 16 horas, também na Sala Principal do TCA.
Lançada este ano, a Série Concertos Acadêmicos conta com a participação de músicos do Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), e tem como objetivo capacitar os jovens talentos em repertório orquestral e, ao mesmo tempo, desenvolver as capacidades pedagógicas dos experientes músicos da Sinfônica. A orquestra é mantida pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Cultural e TCA.
Richard Young (solista) - Aos treze anos de idade, o violista norte-americano foi convidado para apresentar-se para a Rainha Elisabeth da Bélgica no Royal Palace em Bruxelas. Desde então, tem sido convidado como solista por várias orquestras e tem dado recitais de música de câmara nas Américas do Norte e Sul, Europa, Leste Europeu, África e Austrália. Desde 1985 é violista do renomado Vermeer String Quartet, dos EUA. Young tem se apresentado em prestigiados festivais ao redor do mundo, e já recebeu três indicações ao Grammy. Foi produtor do CD do Vermeer Quartet com a obra de Haydn “As sete últimas palavras de Cristo”. Seu mais recente CD – com Alex Klein e Ricardo Castro – inclui peças para viola, oboé e piano de compositores como Loeffler, Klughardt, Hindemith, White, e Yano. É também autor do best-seller “Echoes from Calvary: Meditations on Franz Joseph Haydn’s “The Seven Last Words of Christ” publicado pela Rowman & Littlefield. O músico está envolvido com projetos como o YOURS Orchestra e o Neojibá, ambos baseados na experiência venezuelana do “El Sistema”.
Eduardo Torres (maestro) – Regente e pianista mestre pela Escola de Música da UFBA, onde atualmente leciona. Realizou cursos de aperfeiçoamento no Brasil e no exterior (Alemanha, França e Argentina). O seu CD “Remeiros do Rio São Francisco” (no qual rege cinco obras de Ernst Widmer – Prêmio Copene de Cultura e Arte) integra o catálogo do criterioso selo Paulus. Membro da Orquestra Sinfônica da Bahia, apresenta-se com freqüência como solista, camerista e maestro, já tendo regido importantes orquestras no Brasil e na Argentina. Em 2008 iniciou na UFBA o seu doutoramento em Musicologia. É coordenador pedagógico e professor de regência do NEOJIBÁ (Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia).
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PROGRAMA;
Danças Eslavas - Op.46; n.8,em Sol menor “Fúria” – Antonin Dvorak
As Danças Eslavas (dois ciclos de oito danças cada, Op.46 e Op.72) tornaram-se as composições mais populares do compositor tcheco, tendo sido, ao mesmo tempo, as primeiras que lhe abriram caminho para a fama mundial. Concebidas inicialmente para piano a quatro mãos, foram orquestradas, pelo autor, pouco depois, resultando em um sucesso ainda maior. O primeiro ciclo, composto a pedido do editor Simrock, foi publicado em 1878 e deveria ter seguido o modelo das danças húngaras de Brahms, que foi quem apresentou Dvorák ao editor. Mas se o alemão, nas suas danças, serviu-se de melodias húngaras, Dvorák acabou inventando ele mesmo as melodias.
Etudes on Simple Tones (Concerto para viola nº. 2) –Alexander Tchaikovsky - O compositor russo (nenhuma relação com Peter Ilyich) escreveu o seu segundo concerto para viola em 1993. Os seus cinco movimentos são baseados em fragmentos de estudo e escala. O primeiro começa com a viola solo tocando um padrão de quatro notas repetitivas. Quando a orquestra entra, o ouvinte é envolvido em um mundo de sonhos exóticos e surrealista. O segundo movimento é baseado em outro padrão mundano de exercício, que gradualmente dá lugar a um reino imaginário emocionante. O terceiro movimento é irônico, letárgico e auto-indulgente. Espelha o estilo do jazz dos anos 1920 e 30. Após uma transição frenética, o 5º movimento começa com um monólogo silencioso, tocado "con devozione" pela viola solo. Este concerto único e imaginativo termina com a loucura heróica ("con rabbia") e um clímax de tirar o fôlego.
Alvorada, da ópera “Lo Schiavo” (“O Escravo”) - Antonio Carlos Gomes - Chamada pelo compositor brasileiro de “Prelúdio orquestral” e conhecida por todos como “Alvorada de Lo Schiavo”, esta peça mostra um compositor extremamente inspirado, dominando à perfeição os três elementos essenciais na música: melodia, ritmo e harmonia.Toda a peça se desenvolve através de um estupendo jogo de claro/escuro, com variações de dinâmica e exposição de elementos descritivos. Foi dito que através de mais de um século a “Alvorada” tem sido “um poderoso tônico para o orgulho nacional”.
Dança Brasileira – Mozart Camargo Guarnieri – Professor, compositor e maestro, Guarnieri é considerado o mais importante dos compositores modernos brasileiros. Estudou em São Paulo com Ernani Braga e Lamberto Boldi, mas seu verdadeiro mestre foi Mario de Andrade, o mais brilhante intelectual da época. Na Europa estudou com Ch. Koechlin. Autor de mais de 200 obras, compôs a ópera Pedro Malazarte (1932), músicas para orquestra, concertos, obras vocais, música de câmara e para piano. A Dança Brasileira é uma das suas primeiras composições, datada de 1928, quando Guarnieri tinha 21 anos de idade.
Estancia: Quatro Danças - Alberto Ginastera - Em 1941 foi pedido ao compositor argentino que escrevesse um ballet em um ato e cinco cenas descrevendo a vida pastoral de seu país. O autor escreveu a partitura baseada no grande poema épico Martin Fierro, de J.Hernandez que conta a história do “Gaúcho” (o cowboy argentino). As quatro danças intitulam-se Los Trabajadores Agrícolas, Danza Del Trigo, Los Peones De Hacienda e Danza Final (Malambo.
Danças Polovetsianas – Alexander Borodin - Estas danças são extraídas da “O Príncipe Igor”, ópera baseada sobre temas de um poema épico do século XII que representa a luta entre as casas principescas russas e seus inimigos, os Polovesos da Mongólia, na época medieval. As danças, situadas no fim do segundo ato, são executadas por ordem de Kan Konciak, chefe do exercito, para distrair o príncipe, prisioneiro dos Polovesos, da sua melancolia no período da reclusão.
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Serviço
O quê: Orquestra Sinfônica da Bahia – Série Concertos Acadêmicos
Regente: Eduardo Torres
Solistas: RICHARD YOUNG (viola), Mariana Tudor (harpa), Ricardo Castro (piano)
Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves
Quando: 19 de outubro, terça-feira, às 16 horas – vesperal gratuita
20 de outubro, quarta-feira, às 20 horas – Concerto oficial.
Ingressos (inteira): R$ 10,00