25/10/2010
Além de shows e apresentações de grupos de culturas populares, o evento também investe em mesas, debates e oficinas. Discussões introduzem a construção da Minuta da Lei do Patrimônio Vivo da Bahia.
Pesquisadores, gestores da área de cultura e patrimônio, e representantes de comunidades tradicionais estarão reunidos em mesas temáticas ao longo dos Encontros com as Culturas Populares e Identitárias, que segue até sexta-feira (29/10). Os debates têm participação aberta ao público, que deve se inscrever meia hora antes do início da mesa temática, que acontece sempre no auditório da Praça das Artes, no Pelourinho. Música, literatura, dança e outras formas de arte são temas das dezessete oficinas gratuitas oferecidas nos Encontros com as Culturas Populares e Identitárias, que acontecem até sexta-feira, também no Pelourinho. O objetivo desta programação é promover o entendimento e valorização dos bens culturais da Bahia por meio do envolvimento com suas técnicas e modos de criação.
Entres os destaques da programação está a mesa-redonda “Lei do Patrimônio Vivo (Lei dos Mestres)”, que acontece no dia 27 de outubro (quarta-feira), em duas etapas, a primeira das 9h às 12 horas, e a segunda das 14h às 17 horas, sempre no Auditório da Praça das Artes (Conexão Ipac), e dará início à discussão para a construção da primeira lei baiana voltada para o apoio institucional aos guardiões das culturas populares e identitárias do estado.
O debate contará com a participação da coordenadora de Cultura da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Jurema Machado, e de gestores vindos de estados nos quais leis voltadas para a garantia de apoio institucional aos mestres das culturais populares já foram implementadas, a exemplo de Alagoas ,Ceará, Pernambuco e Paraíba. “Nossa proposta tem aspectos inéditos, pois prevê um alcance mais amplo para esta legislação”, explica o diretor do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias da SecultBA, Hirton Fernandes.
Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), o doutor em Comunicação e Cultura José Márcio Barros participará da mesa-redonda “Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais”. A discussão do tema – marcada para esta terça-feira ( 26 de outubro), às 9 horas – contará ainda com a presença de Gisele Dupin, coordenadora da Secretaria Nacional da Identidade e da Diversidade Cultural.
José Márcio Barros ressalta que encontros como estes são valiosos instrumentos de promoção da diversidade cultural, pois aproximam pesquisadores, integrantes das manifestações populares e o poder público, favorecendo a troca de conhecimentos e experiências. A avaliação do pesquisador reforça o objetivo das mesas temáticas elaboradas para o evento, que é o de compor um relatório propositivo para a construção de políticas públicas voltadas para a cultura popular.
No último dia das mesas temáticas (28/10, quinta-feira), o secretário da Identidade e da Diversidade do Ministério da Cultura, Américo Córdula, debaterá “Políticas Públicas e Gestão das Culturas Identitárias”, com o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meireles; Rosildo Moreira, representante da Associação dos Sambadores.
A discussões sobre as culturas populares serão encerradas na sexta-feira (29/10), às 9 horas, com uma roda de prosa especial sobre “Diversidade Cultural e Salvaguarda do Patrimônio Imaterial”. O “bate-papo” contará com a presença de Márcia Santana, diretora de Patrimônio Imaterial do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
O evento Encontros com as Culturas Populares e Identitárias é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, com patrocínio do Ministério da Cultura, e o apoio das Secretarias de Promoção da Igualdade (Sepromi), de Educação (SEC), de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), através do Instituto Mauá.
Oficinas
As oficinas foram iniciadas no dia 25 de outubro e oferecem 265 vagas para o público externo, sendo 15 em cada atividade. Os interessados devem se dirigir ao local 30 minutos antes do horário da oficina para fazer a inscrição. As demais vagas serão reservadas para crianças e adolescentes de ONGs e entidades públicas.
A oficina “Palavra do Tambor”, com o mestre griô Doudou Rose (na Casa da Diversidade) é um dos destaques desta segunda-feira. A programação inclui ainda as oficinas “Ritmos do Norte da África”, ministrada pela Orquestra de Berimbaus e o multi-instrumentista baiano Ives Sahar (26 de outubro, às 9 horas); e “Brinquedos e brincadeiras populares”, conduzida pela etnomusicóloga baiana Lydia Hortélio, (27 de outubro, às 14 horas).
Os Encontros com as Culturas Populares e Identitárias são uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, em parceria com a Fábrica Cultural. O evento conta com patrocínio do Ministério da Cultura, e o apoio das Secretarias de Promoção da Igualdade (Sepromi), de Educação (SEC), de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), através do Instituto Mauá.