10/11/2010
Sebrae Bahia promove oficinas culturais, com módulos voltados para noções de marketing, comercialização e participação em rodadas de negócio
A arte, enquanto produto cultural, deve possuir também estratégias para se inserir comercialmente no mercado, obviamente, sem perder a sua essência. É com esse objetivo que o Sebrae Bahia, por meio do projeto Empreende Cultura, está realizando uma série de oficinas culturais voltadas para integrantes da Cooperativa Baiana de Teatro e do grupo de Academias de Dança. A próxima oficina, que vai tratar de comercialização de produtos culturais, acontece no dia 17, na Central de Treinamento do Sebrae, na Avenida Sete de Setembro, das 9h às 17h.
As oficinas estão sendo ministradas pela consultora do Sebrae Kátia Marques e os módulos abordam temas como marketing e técnicas para participação em rodada de negócios, além da questão da comercialização. No início do ano, a consultora levantou um diagnóstico junto aos núcleos dança e teatro do projeto Empreende Cultura. O estudo detectou carências em pontos cruciais da gestão dos grupos, desde quesitos organizacionais até a promoção, divulgação e comercialização dos produtos.
No dia 9, os artistas participaram da primeira oficina, que tratou do tema “Marketing para produtos culturais”. A última oficina do ano será realizada no dia 23 e vai apresentar técnicas para participação em rodadas de negócio. Todos os encontros acontecem na Central de Treinamento do Sebrae, das 9h às 17h. Para participar, o artista interessado deve ligar para a Central de Relacionamento do Sebrae, através do telefone 0800 570 0800, ou entrar em contato com a gestora do projeto Empreende Cultura, Laira Lopes, pelo e-mail laira.lopes@ba.sebrae.com.br.
Laira afirma que outras oficinas estão programadas para o início do ano que vem. “A procura tem sido grande, o que mostra o interesse desses grupos em se desenvolver, também, comercialmente”, diz a gestora. Laira ainda explica que as oficinas fazem parte apenas de uma das ações de capacitação do projeto Empreende Cultura. “A partir do diagnóstico levantado pela consultora, foi montado um planejamento com ações estruturantes, de mercado e de inovação e tecnologia para esses grupos”, pontua.
Com essas ações, os artistas são preparados para se inserir no mercado, adquirindo noções de marketing, formação de preços e comercialização. “Essas pessoas já são excepcionais naquilo que elas fazem, que é a arte em sua essência. Só é preciso fornecer as orientações necessárias para que elas tenham o conhecimento de mercado, desenvolvendo uma visão de sua arte, também, enquanto negócio”, finaliza Laira.