24/11/2010
Pesquisa inédita da Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, realizada pelo economista Paulo Miguez, retrata a economia da cultura com foco na dinâmica produtiva do audiovisual no estado.
A cadeia do audiovisual no Brasil ultrapassou, em 2008, a barreira dos R$ 20 bilhões de faturamento, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviço (PAS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Quase 90% das receitas geradas nesse mesmo ano foram provenientes da televisão (aberta e por assinatura), com o vídeo doméstico respondendo por perto de 9%, e as salas de cinema, por pouco mais de 3%.
Dados como esse se encontram na publicação intitulada Infocultura “Economia do Audiovisual” que será disponibilizada ao público no dia 30/11 (terça feira), no auditório do Sebrae (Av. Sete de Setembro – Largo dos Aflitos) durante o Seminário Economia do Audiovisual – Cultura da Convergência e Sustentabilidade, evento promovido pela SecultBA e Sebrae.
Os dados presentes na pesquisa levam em conta a crescente produção audiovisual baiana e foi realizada pelo economista Paulo Miguez que realizou um estudo sobre a cadeia do audiovisual na Bahia.
A publicação conta ainda com os artigos “Redes sociais na produção de filmes: o caso da novíssima onda baiana”, de Carmen Lima, originalmente uma tese de doutorado defendida em 2010; “Acesso e circulação: os mistérios da distribuição de filmes brasileiros”, de Hadija Chalupe, e “Economia da Cultura e do Cinema - Notas empíricas sobre o Rio Grande do Sul”, de Leandro Valiati, ambos vencedores do Prêmio SAV para publicação de pesquisa em cinema e audiovisual 2009/2010; “O BNDES e os mecanismos de apoio ao Audiovisual”, parte do trabalho sobre Economia da Cultura, realizado pelo Departamento de Cultura do BNDES; e “TV PAGA: mercado sem regulação”, da cineasta Tereza Trautman, apresentando aspectos da legislação que impactam diretamente na distribuição de conteúdos independentes na TV fechada.
Infocultura – Atendendo à opção metodológica de olhar a produção audiovisual da perspectiva de rede produtiva, o diagnóstico privilegia o elo de produção audiovisual, subdividido em filmes/cinema, outros produtos audiovisuais para TV’s e propaganda e publicidade e jogos eletrônicos. Dentre os outros elos produtivos do audiovisual no Estado foram pesquisadas a área de preservação da memória audiovisual, instituições que atuam na área de formação, o projeto da Film Commission, empresas que atuam em atividades de apoio, emissoras de televisão de menor e maior porte, cineclubes, videolocadoras, festivais, salas de exibição e núcleos de criação das emissoras de televisão . A pesquisa de campo foi realizada junto a uma amostra de 92 agentes produtivos.
Serviço
O quê: Publicação Infocultura “Economia do Audiovisual”.
Quando: 30/11 – durante o “Seminário Economia do Audiovisual – Cultura da Convergência e Sustentabilidade”
Onde: Auditório do Sebrae
Gratuito