Diversidade de estilos e ritmos marcou carnaval 2010

10/12/2010
Diversas atrações se apresentaram nos três programas de promoção ao Carnaval promovidos pela Secretaria de Cultura do Estado. Os Programas Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Carnaval no Pelô atraíram uma multidão nos sete dias de festa. A programação contou ainda com a diversidade musical da Varanda Glauber que marcou o início da revitalização do Carnaval na Praça Castro Alves. Samba, reggae, pop, música eletrônica, rock and roll e afoxés. Cacau do Pandeiro, Elza Soares, Marcela Bellas, Baiana System, Retrofoguetes, Radiola, Pitty, Nancy Viegas, Bnegão, Ministereopublico, MC Daganja, Ava Rocha, Lucas Santanna, Mariella Santiago, Aloísio Menezes, Márcia Castro, Arto Lindsay, DJ Bandido, DJ Mangaio, DJ Sankofa, esses e muitos outros artistas e ritmos musicais fizeram a alegria de milhares de foliões no Carnaval 2010. Todas essas, e mais outras atrações foram as estrelas do Carnaval promovido pela Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, que investiu na festa de 2010 recursos da ordem de R$ 12 milhões. As ações da SecultBA relacionadas ao Carnaval de Salvador envolvem o Carnaval Ouro Negro, o Carnaval Pipoca e o Carnaval do Pelô, além das atividades especificas de cobertura da festa através do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB, unidade vinculada à Secretaria. Em 2010, também teve apoio o projeto Varanda do Glauber, principal ação de revitalização do Carnaval da Praça Castro Alves. O Programa Carnaval Ouro Negro disponibiliza recursos para o desfile de diversas agremiações carnavalescas; além da edição de um catálogo bilíngüe (português e inglês) com a história, fotos e contatos de cada grupo; a capacitação em gestão cultural (Sebrae) e a realização de ações relacionadas à preservação do meio ambiente (Ingá/ Cooperativa de Catadores). Em 2010 foram 120 entidades entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão que se apresentaram nos circuitos Batatinha (Pelourinho–Centro Antigo), Dodô (Barra-Ondina) e/ou Osmar (Campo Grande), com o desfile de cerca de 118.760 participantes. O recurso destinado diretamente às agremiações somam R$ 4,6 milhões distribuídos através de faixas entre R$15 e R$100 mil. Especificamente, para os Afoxés, patrimônio imaterial da Bahia, houve incentivo específico em parceria com o Ingá – Instituto de Gestão de Águas e Climas. “O Ouro Negro surge diante do sofrimento que essas entidades de matriz africana passavam. Os investimentos do Programa têm como foco trabalhar com a cultura e hoje, nós podemos dizer que o Ouro Negro tem nota 10. O Programa respeita todas essas entidades que já existem e as novas entidades que estão surgindo. Nós precisamos manter esse projeto vivo, ainda mais depois do reconhecimento que o Governo deu aos Afoxés reconhecendo-os como Patrimônio Imaterial da Bahia. Diante de todos os avanços do Ouro Negro, podemos dizer que hoje ele é uma riqueza para o Carnaval Baiano”, explica o presidente da Associação dos Afoxés da Bahia, Nadinho do Congo. Dezessete projetos desfilaram pelos dois circuitos da festa através do Programa Carnaval Pipoca, além dos 270 artistas que se apresentaram nos trios do Conselho Municipal do Carnaval e nos bairros da cidade. Para isso, foram licitados quatro trios elétricos da mais alta qualidade técnica para desfilar com atrações de 17 projetos escolhidos por curadoria e edital. Foram 20 saídas nos Circuito Dodô, Osmar e Batatinha. Entre eles a cantora baiana de rock and roll, Pitty que subiu pela primeira vez em um trio elétrico e comandou ao lado da cantora Nancy Viegas e dos músicos da banda Radiola, o trio Carnivalha. Teve ainda o trio dos Novos Baianos que trouxe Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes e Baby Consuelo. Dois projetos prestam homenagem a nomes importantes da música baiana que faleceram em 2009: o trio Tributo a Ramiro Musotto em homenagem ao músico argentino radicado na Bahia Ramiro Musotto com atrações da Baiana System, Bnegão e Afro Sudaka, última banda de Ramiro e o trio Tributo a Neguinho do Samba que prestou homenagem ao pai do samba-reggae, Neguinho do Samba, com as atrações Tonho Matéria, Didá, Anderson Souza e Mestre Jackson. Carnaval do Pelô - O carnaval do Pelourinho reafirmou sua marca de alegria e paz. Cerca de 10 mil pessoas estiveram por dia nas ruas e largos do Centro Histórico. No período de 11 a 16 de fevereiro se apresentaram 83 atrações, entre bandinhas, performances e artistas que animaram os foliões, tanto nas ruas como nos sete palcos montados nos largos, além dos quatro bailes infantis realizados na Praça das Artes. Entre as atrações com maior destaque estiveram presentes nos palcos e ruas do Pelô, os artistas: Armandinho, Orquestra Fred Dantas, JAU, Luis Caldas, Retrofoguetes, Olodum, Cortejo Afro, Três na Folia, Aloísio Menezes, Gerônimo, Diamba entre outros. O público infantil também contou com uma programação especial com pintura de rosto, brinquedos, bonecões e palhaços além de atrações como Tio Paulinho, Gatos Multicores, Didá entre outros. Para a diretora do Programa Pelourinho Cultural/IPAC, Ivanna Soutto, o destaque do Carnaval do Pelourinho é configurar uma festa democrática e inclusiva. “Buscamos oferecer um ambiente mais saudável e tranquilo, atraente para todas as idades, com diversidade e que resgata as antigas e tradicionais festas de Carnaval da Bahia", afirma. Para Ivanna, outro diferencial da festa no Pelourinho é a programação direcionada ao público infantil. “Disponibilizamos ainda um espaço destinado à diversão dos foliões mirins com uma programação pensada especialmente para a criançada curtir o carnaval”, completa. Na Praça Castro Alves, o projeto “Varanda do Glauber”, realizado no Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha numa parceria entre o IPAC, Bahiatursa e Espaço Unibanco, foi o grande diferencial do carnaval no Centro Histórico da cidade. Realizado com o propósito de revitalizar o carnaval da Praça, 17 atrações passaram pelo palco da Varanda com 34 horas de música. Cerca de 1.000 pessoas circularam pelo Camarote que funcionou no espaço para convidados e o público curtiu ao som de bandas e músicos como Baiana System, Ava Rocha, Bambeia, Sarajane, Aloísio Menezes, Márcia Castro, entre tantos outros. “Cantar na Varanda Glauber foi algo bem diferente do que eu estou acostumada. No primeiro momento foi uma relação de reconhecimento entre nós, músicos e o público que estava do outro lado do palco. Tocar para a Praça Castro Alves foi um marco porque tem a simbologia do lugar, porque foi nessa praça que meus pais curtiram o carnaval e porque a praça tem uma história importante para o próprio carnaval baiano. Estar ali, tocando a minha música e vendo muita música popular brasileira dançante sento tocada foi também marcante porque esteticamente a música tocada na Varanda do Glauber foi diferente do que se está acostumado a tocar nas festas durante o carnaval baiano, e o melhor de tudo é que o povo curtiu. Espero poder tocar lá mais vezes”, afirma a cantora Márcia Castro. Transmissão do Carnaval -  A TVE Bahia transmitiu o Carnaval de Salvador, ao vivo, a partir da quinta-feira e manteve suas equipes nos três circuitos – Batatinha (Centro Histórico), Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande-Praça Castro Alves) – até a madrugada da Quarta-Feira de Cinzas, com imagens exclusivas dos blocos afro, de samba, de índio, afoxés, trios independentes e outras atrações, como os grandes nomes da axé music e os shows do palco no Terreiro de Jesus. Além de uma série de interprogramas temáticos, com informações históricas e curiosidades sobre artistas, blocos e a festa nas ruas, a emissora exibiu clipes musicais de medalhões como o grupo Asa de Águia e a cantora Daniela Mercury. A TVE Bahia veiculou uma hora de transmissão para todo o país graças a mais uma parceria com a TV Brasil. O apresentador Lincoln Macário, deixou os estúdios da TV Brasil em Brasília para ancorar o jornalístico Repórter Brasil, diretamente de Salvador. Em parceria com a RTP – Rádio e Televisão Portuguesa enviamos reportagens, entrevistas e outros conteúdos a serem exibidos em Portugal.