PROGRAMAÇÃO
Dia 11 |Sexta Feira| Palco Principal – A partir das 18 h Local: Praça do Capão Coral do Capão Carlos Malta e Pife Muderno Naná Vasconcelos Orkestra Rumpilezz Palco Alternativo – A partir das 20 h Local: Praça do Capão Viola de Arame Dia 12 |Sábado| Palco Principal – A partir das 18 h Local: Praça do Capão Grupo Instrumental do Capão Jurandir Santana e Grupo (part. Fred Dantas) Ivan Lins Palco Alternativo – A partir das 20 h Local: Praça do Capão Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio Workshop Horário: 9h às 12h e das 14h às 17h Local: Circo do Capão Dia 11 |Sexta Feira| Naná Vasconcelos (percussão) Ivan Lins (composição e harmonia) Dia 12 |Sábado| Carlos Malta e Pife Muderno (flauta, pife, sax) Jaques Morelenbaum e Cello Samba Trio (cello, violão e bossa nova)
FESTIVAL DE JAZZ DO CAPÃO PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA
“Essa é a parte que mais gosto, enquanto idealizador e diretor artístico do Festival. Sei o que quero em termos musicais para o Festival e esse é um conceito nem ortodoxamente muito fechado nem excessivamente aberto. É um conceito pessoal, compartilhado com muitos músicos da minha geração, onde um Ivan Lins é considerado um músico de Jazz, quando muitos optariam por colocá-lo unicamente na ‘prateleira’ de MPB. Ivan Lins é um dos compositores mais respeitados no mundo do jazz. Ele já foi gravado por Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Sarah Vaughn, Elis Regina, George Benson, entre tantos outros músicos ligados a essa arte e é por esse motivo que ele estará no Festival desse ano. Assim como estará Carlos Malta e o Pife Muderno, um grupo essencialmente regional que resgata e reinventa o Pife (flauta artesanal utilizada no nordeste) e os ritmos e melodias característicos dessa formação tradicional. O Pife Muderno, para nós, também é Jazz. E assim por diante, com todos os grupos convidados. Temos também a participação de grupos locais, pois o Capão e a Chapada já produzem música de boa qualidade e devemos incentivar e dar espaço para que essa produção local floresça ainda mais”. Rowney Scott Coral do Capão: participou da primeira edição do Festival e é presença confirmada no segundo ano. O cumprimento de uma tarefa de uma gincana escolar deu origem ao Coral do Capão. De lá para cá se passaram 14 anos e os seus integrantes, formado por nativos e residentes do Vale, estão cada vez mais comprometidos com a arte de fazer música de boa qualidade. O repertório é composto por músicas populares, de diversos estilos e nacionalidades, com arranjos do próprio grupo. Com cerca de 20 integrantes, o Coral do Capão realizou apresentações locais e nas comunidades vizinhas, e já fez uma participação do Festival de Inverno de Lençóis. Carlos Malta e Pife Muderno: Considerado um dos mais respeitados músicos brasileiros, maestro, compositor, arranjador, educador e multiinstrumentista, Carlos Malta é um virtuose em todos os saxofones e todas as flautas, além do pife, o mais brasileiro dos instrumentos de sopro. Em sua carreira, já lançou 8 CDs, além das gravações com grandes nomes da MPB como Gilberto Gil, Lenine e Edu Lobo. Autodidata, Carlos Malta desenvolveu um estilo de compor e arranjar totalmente original e criativo. Seus conhecimentos sobre os instrumentos de sopro fazem com que sua arte em multiplicar os sons seja retratada através dos arranjos com fidelidade de sua alma musical, sua criatividade e todo o seu toque original. Em 1994, Carlos Malta fundou o grupo Pife Muderno, inspirado num terno de pífanos nordestinos com uma leitura contemporânea, onde zabumba e pandeiro harmonizam para improvisos vertiginosos nos sopros de Malta. Naná Vasconcelos: O percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, reconhecido e consagrado como o principal nome da percussão mundial, apresenta o show solo intitulado O Bater do Coração, espetáculo em que ele mostra ao público as diversas e infinitas possibilidades de encontro entre a música, os sons e a natureza. Com mais de 50 anos de carreira, Naná já foi eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela respeitada revista norte-americana Down Beat. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau. Orkestra Rumpilezz: Criação do maestro, compositor, arranjador e saxofonista Letieres Leite, a Orkestra Rumpilezz tem suas composições e arranjos concebidos a partir das claves e desenhos rítmicos do universo percussivo baiano. A cultura percussiva do centro de Salvador serve de inspiração para as composições do grupo, que bebe na fonte de grandes agremiações como o Ilê Aiyê e o Olodum, além dos sambas do Recôncavo Baiano. O resultado é repleto de significações, sensibilidade rítmica e uma influência jazzística em formato de Big Band. Admirada por músicos como Ed Motta e Max de Castro, a Orkestra tem em seu nome a representatividade dos três atabaques do candomblé: o Rum, o Rumpi e o Lé, acrescido do ZZ de Jazz. Viola de Arame: O show instrumental VIOLA DE ARAME traz para o público um gênero de música que pode ser classificado ao mesmo tempo como “regional” e “universal”. Nele, a viola de 10 cordas - também chamada “viola de arame” - é a principal atração. O mais antigo dos instrumentos de cordas brasileiros é mostrado em VIOLA DE ARAME com potência sonora e experimentalismo, através de um repertório que passeia pelos ritmos e melodias do samba de viola, do pagode de viola, do baião, do choro, e ainda outras fusões inusitadas com ritmos árabes e latinos. VIOLA DE ARAME traz a linguagem da viola brasileira tradicional para um novo ambiente musical, experimental e moderno, a partir das composições dos músicos Júlio Caldas e Cássio Nobre, que apresentam neste trabalho alguns dos resultados de suas pesquisas em torno deste instrumento musical. Os músicos exploram a sonoridade inconfundível da viola, suas múltiplas possibilidades de afinação e também a sua “aura misteriosa”. Outras surpresas do show são a projeção de imagens ao vivo, e a utilização da “viola machete”, um tipo raro de viola somente encontrada no Recôncavo Baiano. Neste show a dupla conta com a participação do percussionista Ricardo Hardmann e do baixista Luizinho Gonzaga. O primeiro CD do VIOLA DE ARAME está em fase de produção, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, e tem lançamento previsto para 2011. Grupo Instrumental do Capão: criado há quatro anos, o grupo é formado por músicos residentes no Vale do Capão, composto na sua maioria por artistas semiprofissionais, sob a liderança do flautista e educador Ari Vinícius. O grupo desenvolve um trabalho de criação coletiva, explorando a bagagem cultural dos seus componentes, alguns deles vindos de outras regiões do país e também do exterior. Nas suas composições, o encontro de elementos musicais variados, com forte influência da cultura brasileira, refletida na diversidade de ritmos e melodias presentes no trabalho do grupo. Jurandir Santana: Instrumentista baiano, nascido em Salvador, Jurandir tem se dedicado a pesquisar e divulgar a complexidade da música brasileira, aprofundando seus conhecimentos adquiridos ao longo de 23 anos de carreira. Sua identificação com a música começou aos 10 anos de idade e hoje possui um currículo respeitado, com destaque para participação em eventos como o African Market Place, festival de música africana, em Los Angeles (EUA), Projeto Circular Brasil, Festival de Música Instrumental da Bahia, dentre outros importantes projetos. No momento, o artista está divulgando pelo mundo o espetáculo Só Brasil que, assim como no CD de mesmo nome, prioriza os ritmos brasileiros com destaque para a cultura musical do Nordeste, aliado à concepção jazzista adquirida durante sua carreira. Músico reconhecido no mercado brasileiro pela originalidade do seu trabalho, Jurandir Santana vem conquistando seu espaço no mercado internacional. Só Brasil é um espetáculo único, onde o amante da boa música é convidado a apreciar a riqueza dos ritmos brasileiros como frevo, maracatu, xaxado, baião, chula, samba-de-roda e ijexá. Este show conta com a participação especial do maestro Fred Dantas. Ivan Lins: O artista apresenta show baseado no álbum Perfil (Som Livre), lançado em 2010 em comemoração aos seus 40 anos de carreira. Compositor e músico de primeira linha, Ivan Lins pode se orgulhar não apenas de, ao longo de sua carreira, ter constantemente registrado sua importância na história da música popular brasileira, mas também de ter contribuído para levar um pouco da cultura do nosso país para o resto do mundo. Entre os admiradores e intérpretes de suas canções, estão as musas do jazz Ella Fitzgerad e Sarah Vaughan, Jane Monheit, Sting e Barbra Streisand. O CD Perfil foi totalmente regravado, apresentando canções inspiradas nas versões originais. No repertório do CD, estão presentes clássicos como “Madalena”, “O Amor É O Meu País”, em um pot-pourri com “Meu País”, “Cartomante” e “A Noite”. Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio: Em meio aos inúmeros estilos musicais desenvolvidos no Brasil, o Samba é aquele que melhor representa a vasta diversidade cultural do país. A perfeita mistura entre influências africanas, européias e nativas brasileiras resultaram nesse ritmo e onda musical cheios de charme, sensualidade, graça melódica e sofisticação harmônica, os quais servem aos amantes da música tanto para os deleites da dança quanto para a degustação estética e aprofundamento espiritual. Violoncelista, compositor, arranjador e produtor brasileiro Jaques Morelenbaum vem trazer, combinando todos esses elementos, uma visão panorâmica do samba, desde suas raízes até os dias de hoje, tocando composições de Dorival Caymmi, Jacob do Bandolim, Antonio Carlos Jobim, Newton Mendonça, Carlos Lyra, João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Donato, Egberto Gismonti, assim como trabalhos de uma nova geração de compositores, como Luisão Paiva e Carlinhos Brown, além de suas composições originais. Jaques Morelenbaum, com seu Cello Samba Trio, traz ao samba um sabor intimista de música de câmara, abrilhantado por dois grandes talentos do Brasil: o violonista Lula Galvão e o percussionista Robertinho Silva.