28/02/2011
Em 2011, catálogo bilingue traz a história sobre 176 agremiações de matriz africana. Edição ilustrada traz, pela primeira vez, informações sobre blocos de Feira de Santana, além de homenagens a músicos que contribuiram com a música de raiz afrobaiana.
Valorizar as agremiações de matriz africana, dar visibilidade aos grupos que sempre foram a base criativa e histórica do Carnaval de Salvador, esses são alguns objetivos do Programa Carnaval Ouro Negro que chega em 2011 dando apoio financeiro ao desfile de 137 agremiações durante os cinco dias de Carnaval.
Como parte do Programa, um catálogo bilingue (inglês/português) é editado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura do Estado contendo informações históricas e curiosidades de todos os blocos que se inscrevam no Ouro Negro. Esse ano, estão presentes na terceira edição do catálogo 176 agremiações de Salvador e de Feira de Santana. Participam do catálogo todas as entidades que enviaram informações e fotografias a tempo da edição ser concluída.
A terceira edição traz textos do secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim, da secretária interina de Promoção da Igualdade, e de Edival Passos, todos parceiros das ações do Programa Ouro Negro. O catálogo ainda traz textos da antropóloga Goli Guerreiro, falando das produções artísticas na terceira diáspora, o texto sobre Dona Pomba, um dos primeiros afoxés de Feira de Santana, além da jornalista Camila França falando sobro o seu Tio Mestre Prego e Juliana Ribeiro falando sobre o Samba. O catálogo também traz duas referências em homenagem aos músicos Saul Barbosa e Ramiro Musotto.
Para o secretário Albino Rubim, o Ouro Negro é um dos programas mais significativos criados pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. “É um justo apoio a um conjunto de manifestações – afoxés, blocos afro, de samba, de percussão, de reggae de Salvador e Feira de Santana – vital ao carnaval contemporâneo da Bahia. A identidade da nossa grande festa popular está intimamente ligada a estas manifestações afro-brasileiras, pelo menos desde 1975”, relata Rubim em seu texto.
Carnaval Ouro Negro - Criado em novembro de 2007 para apoiar as entidades carnavalescas de matriz africana: blocos afros, afoxés, blocos de samba e de índio que se credenciaram para receber subsídios que variam de R$15 a R$100 mil através de critérios claros e objetivos. Pela primeira vez, em 2010, 25 entidades de blocos Afro, de Índio, Afoxé, Samba, Percussão e Reggae de Feira de Santana participaram do programa com investimento de R$ 250 mil para o apoio à 25 entidades (R$ 10 mil para cada). Em parceria com o SEBRAE, a SecultBA também oferece através do Programa, capacitação em gestão cultural para fortalecer a estrutura administrativa dos blocos, incentivando a captação de recursos de outras fontes, na busca pela sustentabilidade. O catálogo contém informações sobre todos os blocos inscrito no programa ou que tenham valor histórico, mesmo os que não estão aptos a receber os recursos. A TVE também faz um trabalho específico para a cobertura do desfile desses blocos aumentando sua visibilidade. Em 2010, foi realizado o projeto Corredor Midiático, que pela primeira vez captou a sonoridade de alguns Afoxés que desfilaram pelo Terreiro de Jesus, no Centro Histório.
Investimentos
2008 - 104 entidades apoiadas -R$3,6 milhões
2009 - 117 blocos apoiados - R$4,2 milhões
2010 - 120 entidades (Salvador) 25 entidades (Feira de Santana) - R$4,9 milhões
2011 - 137 blocos – R$ 5 milhões
Clique aqui e veja a terceira edição do Catálogo Ouro Negro