Referência no ensino da Bahia, Iceia comemora seus 175 anos

14/04/2011
Escola mais antiga da Bahia, o Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia), administrado pelo governo estadual, iniciou nesta quinta-feira (14) as comemorações dos seus 175 anos. Centenas de pessoas, entre alunos, ex-alunos, professores, ex-colaboradores e servidores da Secretaria Estadual da Educação (SEC), participaram do evento, que contou com a exposição História e Memória do Ensino Normal na Bahia e apresentação do Quinteto de Metais Neojibá e do Coral Neojibá, sob a regência do professor Obadias Cunha. O Iceia possui laboratórios de informática, biblioteca, quadras poliesportivas, ginásio de esportes, parque aquático e teatro. Atualmente tem 2.600 alunos, como Yasmin Passos, que cursa o 2º ano de Informática. “É muito bom estudar aqui. O colégio nos dá muitas oportunidades. São várias oficinas”. Desde 2010 que as oficinas oferecidas no Iceia são realizadas por meio do programa federal Mais Educação, em parceria com a SEC. São atividades complementares de Português, Matemática, Física, além de teatro, música, rádio e esporte e lazer (futsal, handebol, vôlei, basquete e capoeira). A sexagenária fanfarra do colégio (Faniceia) é outra opção para os alunos. Também são oferecidos o ensino médio/modalidade normal, voltado para a formação de professores, e o Programa de Educação para Jovens e Adultos. Segundo o maestro Ricardo Castro, o Neojibá também tem se preparado para formar professores nessa área. “Acreditamos que a música é muito importante no cotidiano de uma criança. Por isso a música na escola é fundamental”. Para algumas pessoas, o Iceia não foi apenas uma oportunidade para estudar. É o caso da ex-aluna Olga Cavalcante, que concluiu o curso em 1963 e é uma das professoras da unidade desde 1997. Ela disse que também aprende com os alunos. “Sou apaixonada por educação. Sou aposentada, participei de um concurso e estou novamente como professora”. Nomes marcantes passaram pelo colégio – “A cantora Simone treinava basquete neste espaço. Mabel Veloso também passou por aqui. Em 1972, Irmã Dulce foi diplomada professora pela Escola Normal da Bahia, que é o embrião do Iceia”, afirmou a diretora do colégio, Denise Cardoso. A Lei 37, de 14 de abril de 1836, criou a Escola Normal no estado. Desde então, o curso passou a funcionar no Distrito da Sé, na capital baiana. Em 1939, houve a mudança para o Barbalho, onde funciona até hoje. Até 20 deste mês, a exposição com fotos, textos e móveis antigos permanece aberta ao público no salão nobre do colégio. Uma oportunidade para conhecer histórias como a do educador e psicólogo que empresta o nome à escola, Isaías Alves de Almeida (1888-1968). “Foi um homem emblemático, um entusiasta da educação. Como secretário da Educação, sempre teve preocupação com a formação de professores. Daí saiu a Escola Normal, onde ele foi professor. Por isso é patrono do Iceia”, explicou a diretora. Novos projetos – O secretário estadual da Educação, Osvaldo Barreto, foi representado no evento pela superintendente de Educação Básica, Amélia Tereza Maraux. De acordo com ela, estão previstos novos projetos para aproveitar a ampla estrutura do colégio. “Percebemos, pela arquitetura, pelos espaços verdes e pelo teatro, que o Iceia foi fundamental para a cena cultural de Salvador e da Bahia. O colégio se soma a esse patrimônio cultural e educacional. O secretário Osvaldo Barreto vem dialogando com o secretário de Cultura, Albino Rubim, para que esses espaços que estão dentro das escolas potencializem a cultura. Vamos estabelecer uma parceria para a retomada do Teatro Iceia como um espaço importante nesse entorno”, destacou a superintendente.