Mia Couto é a próxima atração do Projeto Conversas Plugadas

05/08/2011

O evento marca a abertura do ano comemorativo do centenário de Jorge Amado e  da exposição que traz ilustrações de Carybé para a obra do escritor baiano

O projeto Conversas Plugadas, em edição especial, traz a Salvador Mia Couto, que além de ser considerado um dos mais importantes escritores do continente africano é também o autor moçambicano mais traduzido em todo o mundo. No próximo dia 10 de agosto, às 20 horas, na Sala Principal do TCA, Mia Couto propõe a realização de uma leitura africana da obra de Jorge Amado, exatamente na data em que se comemora o aniversário de 99 anos deste célebre escritor da Bahia. O evento marca, portanto, o início das comemorações do Ano Jorge Amado, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado (SECULT), que será celebrado durante todo o ano de 2012, centenário de seu nascimento. Na mesma noite, acontece ainda à abertura da exposição que traz ilustrações de Carybé para a obra de Jorge Amado, no Foyer do TCA, a partir das 18:30 e que fica aberta a visitação do público até o dia 21 de agosto. Para participar do projeto Conversas Plugadas com Mia Couto é preciso retirar os ingressos na bilheteria do teatro. As trocas começam a ser feitas a partir do dia 08 de agosto, próxima segunda-feira, e os ingressos podem ser retirados até 30 minutos antes do evento. Lembrando que a entrada é gratuita e está sujeita a lotação do Teatro.

Mia Couto Mia Couto é António Emílio Leite Couto Beira, filho de pais portugueses que imigraram para Moçambique, nascido na cidade de Beira em 5 de Julho de 1955. Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista em 1974.  Paralelamente, Mia manteve uma profícua carreira de escritor. Seu primeiro livro, de poesia, “Raiz de Orvalho”, foi lançado em 1983, seguido por "Vozes anoitecidas" (1986) e "Cada Homem é uma Raça" (1990), ambos seleções de contos. "Terra Sonâmbula", de 1992, foi o primeiro romance do escritor, com o qual ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Entre romances e contos, Mia couto lançou ainda "Estórias Abensonhadas" (1994); "A Varanda do Frangipani" (1996); "Vinte e Zinco" (1999); "Contos do Nascer da Terra" (1997); "Mar me quer" (2000); "Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos" (2001); "O Gato e o Escuro" (2001); "O Último Vôo do Flamingo" (2000); "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" (2002). "O Fio das Missangas" (2004). Suas obras já foram publicadas em 24 países traduzidas para os idiomas espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, norueguês e holandês, entre outras línguas, tornando-o um dos autores mais traduzidos de seu país. É sócio correspondente, eleito em 1998, da Academia Brasileira de Letras, sendo sexto ocupante da cadeira 5, que tem por patrono Dom Francisco de Sousa. Entre os prêmios acumulados por Couto, está o Prêmio Vergílio Ferreira, que ganhou pelo conjunto da obra, em 2001 recebeu o Prêmio Literário Mário António, pelo sucesso do livro "O Último Vôo do Flamingo". SERVIÇO: Conversas Plugadas Especial - Mia Couto Onde: Sala Principal do TCA Quando: 10 de agosto, às 20h Quanto: Gratuito (retirar pré-convites nas bilheterias do TCA a partir de 08/08) Realização: SECULT/FUNCEB/TCA e UFBA Apoio: Rede Bahia, IRDEB e Unijorge SAIBA MAIS Exposição 100 + 100 – Carybé ilustra Jorge Amado Homenagens a Jorge Amado