19/08/2011
A experiência piloto de educação patrimonial do ‘Programa Circuitos Arqueológicos na Chapada Diamantina’ venceu seleção nacional e será apresentada amanhã, dia 20 (agosto, 2011), no 3º Fórum de Mestres e Conselheiros: Municipalização do Patrimônio e Educação Patrimonial, que se realiza em Belo Horizonte, Minas Gerais, até este domingo (21).
O Programa é uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), com o Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que desenvolveu pesquisa e proposta de manejo de Sítios de Arte Rupestre em seis municípios da Chapada Diamantina, região central do estado, criada a cerca de 1,7 bilhão de anos atrás e localizada a distância média de 400 km da capital baiana.
O tema será a educação patrimonial, que foi a primeira ação realizada pelo programa. “Não se pode exigir parcerias da sociedade e iniciativa privada com o poder público, se não tivermos antes ações educativas que ensinem a importância da história, memória e identidades culturais”, diz o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Ele e o renomado arqueólogo Carlos Etchevarne, foram responsáveis pela criação do programa.
Além de professor da Ufba e PhD pelo Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra, Etchevarne é doutor em Pré-História pelo Museu de História Natural de Paris, autor de dezenas de projetos, com reconhecimentos locais e nacionais, como o Prêmio Clarival do Prado Valladares da Odebrecht.
Para o diretor do IPAC, a salvaguarda dos bens culturais assegura a permanência da memória de um povo e da sua cultura para as futuras gerações, o que auxilia no desenvolvimento de uma nação e país. “Só se valoriza o que se conhece. Por isso, começamos com educação para possibilitar que as populações, agentes públicos e privados tivessem maior consciência participativa, se tornando multiplicadores e defensores do processo de preservação”, relata Mendonça.
A meta é o desenvolvimento sustentável de municípios da Chapada, tendo por base seus patrimônios culturais, via mobilização de agentes e municípios para a valorização dos bens arqueológicos, naturais, paisagísticos e arquitetônicos.
“A Bahia é um dos estados mais ricos do país quando falamos da quantidade e qualidade do patrimônio material, como construções seculares tombadas, pinturas rupestres, fósseis ou grutas, e podemos tirar proveito disso”, diz Mendonça. O segundo passo será a construção de uma rede estadual que vise conservação, criação de instrumentos normativos, proteção, promoção, mapeamentos, catalogações e, finalmente, a exploração turística ecologicamente sustentável desses bens culturais.
Foram promovidos cursos de educação patrimonial, oficinas de arqueologia, conservação de objetos antigos, fotografias digitais e analógicas, exercitando o olhar, leitura da realidade e dos bens culturais de cada localidade. “O trabalho educativo promoveu conhecimento, postura crítica, sensibilizando e conscientizando cerca de 500 crianças, adolescentes e adultos na Chapada”, relata a coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz.
Os municípios beneficiados foram Morro do Chapéu, Iraquara, Lençóis, Palmeiras, Seabra e Wagner. Depois das oficinas foi criada a exposição ‘Guardados e Achados – Memórias do Lugar’ que percorreu os seis municípios e chegará a Salvador em 12 de setembro (2011), no Solar Ferrão, Pelourinho, para a programação comemorativa dos 44 anos do IPAC, que transcorre dia 13.
Essa é a primeira vez que o programa é apresentado fora da Bahia. Carlos Etchevarne ressalta que é fundamental a preservação dos sítios arqueológicos pela importância deles como referencial histórico. Segundo o professor, as características desses sítios contribuem para visitações selecionadas que podem alavancar a economia do local.
“Essa experiência vitoriosa pode ser projeto piloto para vários estados brasileiros”, comemora o especialista. Mais informações sobre o evento via telefone (31) 3409-8820 ou endereço eletrônico forumpatrimonio@yahoo.com.br. Já os dados sobre os Circuitos Arqueológicos do IPAC/Ufba, através do telefone (71) 3117-7496, 3117-7498 e coad.ipac@ipac.ba.gov.br.
FÓRUM - O fórum em Minas reúne agentes, membros de conselhos municipais, educadores e profissionais da educação patrimonial, além de pesquisadores, estudantes e professores universitários que discutem municipalização, premissas e instrumentos, arranjos institucionais, resultados e possibilidades de financiamento. Promovido pelo Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável, Mestrado Interdisciplinar em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Universidade Federal de Minas Gerais (MACPS-UFMG), o evento apresenta conferências, mesas redondas e apresentações sob dois temários: Educação Patrimonial e Municipalização do Patrimônio.
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