Circuitos Arqueológicos necessitam de parcerias público-privadas

16/09/2011
[caption id="attachment_13016" align="aligncenter" width="315" caption="Foto: Josia Santos"][/caption]

“A próxima etapa dos Circuitos Arqueológicos será a implementação do projeto estimulando parcerias público-privadas, viabilizando pelo menos um dos circuitos”. Com essas palavras o arqueólogo Carlos Etchevarne, encerrou sua palestra na quarta-feira (dia 14) à noite quando apresentou a iniciativa para amplo público presente no auditório do Conselho Estadual de Cultura, no Palácio da Aclamação, em Salvador. Professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Etchevarne é coordenador geral do Projeto Circuitos Arqueológicos, doutor em Pré-História pelo Museu de História Natural de Paris, professor convidado de várias universidades estrangeiras, com reconhecimentos locais e nacionais, como o Prêmio Clarival do Prado Valladares da Odebrecht, entre outros. O projeto pretende preservar e promover o usufruto pleno dos patrimônios culturais e arqueológicos da Chapada Diamantina através do Turismo Cultural com a criação de circuitos de visitação que contemplem bens paisagísticos, ambientais, arquitetônico-históricos e de pinturas rupestres existentes na região. A meta é promover o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios participantes a partir desses bens que são atrações culturais e turísticas irrefutáveis e valiosas. Criado em 2008, via convênio de cooperação técnica entre Ufba e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) – autarquia da Secretaria de Cultura do Estado – o projeto Circuitos promoveu mobilizações, oficinas e cursos ao longo de 15 meses em seis municípios da Chapada. A primeira etapa do projeto se encerra agora com exposição que abre hoje (16) no Centro Cultural Solar Ferrão, no pelourinho, às 19 horas. A mostra integra as ações comemorativas pelos 45 anos de fundação do IPAC, e reúne 108 fotos coloridas, de 40x30cm, que exibem patrimônios culturais edificados, paisagísticos e arqueológicos existentes nesses seis municípios. Em cartaz até 23 de outubro, a exposição fica aberta sempre de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e nos finais de semana e feriados, das 13h às 17h. Segundo a coordenadora de Educação patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz, prefeituras municipais, empresários da área de turismo, secretarias de educação, cultura e turismo e universidades são alguns dos possíveis parceiros que, em união com o IPAC e a Ufba, podem viabilizar a execução do projeto. “Precisamos demonstrar aos órgãos públicos e privados que a região da Chapada tem enorme potencial turístico, parte ainda inexplorado”, afirma Queiroz. Um passeio entre Wagner, Cachoeirinha, Passagem dos Bois (Alambique) e o sítio arqueológico de Serra das Paridas, no município de Lençóis, deve ser o primeiro roteiro a ser concretizado e viabilizado para visitação. Serra das Paridas fica a 46 km de Lençóis e a 413 km de Salvador. “As pinturas nas pedras de lá são um extraordinário testemunho cultural, antropológico e arqueológico”, explicou o proprietário desse sítio rupestre, Ildenor Borges, também presente no evento. “Primeiro devemos sanar as deficiências, viabilizar sinalização e infra-estrutura”, disse Ednalva Queiroz. As ações já contam com o apoio do empresário Borges, que também é dono de agência de turismo local, e das prefeituras de Lençóis e de Wagner. “Um momento como esse é importantíssimo, pois possibilita a divulgação dos projetos ao público, ouvindo e trocando opiniões e socializando experiências e críticas que ele traz”, finalizou Etchevarne sobre o encontro que foi aberto a qualquer interessado. As palestras do IPAC são abertas ao público até a lotação máxima do auditório do CEC. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.