23/09/2011
Na manhã do dia 21 de setembro foram iniciadas as atividades do 3º Encontro Baiano de Museus no Teatro Municipal de Ilhéus. Participaram da mesa de abertura do evento, a diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, o Superintendente de Cultura e Desenvolvimento Territorial do Estado, Adalberto Santos, o presidente do IBRAM, José do Nascimento Junior, o prefeito de Ilhéus em exercício, Mário Alexandre de Sousa, o presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Edvaldo Nascimento, o presidente da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Corso, a museóloga mexicana Miriam Arroyo, a professora do departamento de Museologia da UFBA, Sidélia Teixeira, a coordenadora do curso de Museologia da UFRB, Ana Paula Pacheco, e os representantes dos diretórios acadêmicos Jeferson Coelho (UFRB) e Euler Oliva (UFBA).
A diretora de museus do IPAC deu boas vindas a todos e ressaltou a importância de realizar, pela primeira vez, o encontro fora da capital do estado. Para ela, esta iniciativa marca a intenção da Dimus de se aproximar ainda mais de todos os territórios de identidade da Bahia. “É através de momentos como este, em que interagimos com representantes de museus de diversas regiões do estado, que conseguiremos construir políticas públicas que tenham sustentabilidade”, afirmou.
De acordo com Maurício Corso, o trabalho em parceria com a Dimus para a realização do encontro reforçou a importância de Ilhéus para o cenário cultural do estado e contribuiu para a definição da nova gestão do Museu do Cacau, importante espaço museal da cidade, atualmente desativado, que passa a ser administrado pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Antes de encerrar a mesa de abertura, Maria Célia Moura ressaltou que a Dimus está à disposição para firmar parcerias e prestar assessoria técnica ao museu.
Logo após a mesa de abertura do 3º Encontro Baiano de Museus, o superintendente de Cultura e Desenvolvimento Territorial do Estado, Adalberto Santos, ministrou a primeira palestra do evento, intitulada “A Inclusão Sociocultural nos Territórios de Identidade da Bahia”, e deu início à Conferência Setorial de Museus. Santos discorreu sobre o que ele considera as três principais dificuldades enfrentadas pela Superintendência: Participação, Descentralização e Democratização. “Por conta da herança simbólica da ditadura, em que quem participava e intervia era considerado subversivo, a construção deste diálogo entre Estado e sociedade tem sido uma tarefa árdua. Além disso, descentralizar as ações torna-se pouco eficiente se não há a democratização, que implica em uma adesão de novos atores”. Mesmo ciente das dificuldades, ele se mostrou otimista: “A Bahia é pioneira na construção deste viver democrático. E este encontro é um grande exemplo disto. Hoje, temos mulheres e homens de diversos territórios de identidade reunidos aqui para discutir políticas públicas”.
A Conferência Setorial de Museus reuniu cerca de cem participantes, oriundos de 23 municípios da Bahia: profissionais, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições museais, sociedade civil e poder público, que debateram e planejaram ações prioritárias para o setor museológico. Na ocasião, também foram eleitos os três delegados do setor que irão participar da IV Conferência Estadual de Cultura, entre 30 de novembro e 3 de dezembro. Nove pessoas, oriundas dos municípios de Itajuípe, Antas, Ipirá, Guanambi, Santa Maria da Vitória, Ilhéus, Itabuna, Cachoeira e Salvador, se candidataram. Conheça os delegados eleitos: Hilda Bárbara Maia Cezário (Guanambi); Angélica Rodrigues de Oliveira (Santa Maria da Vitória) e Maria Helena Guimarães Carvalho Tavares (Ilhéus) e os suplentes Janete Ruiz de Macedo (Itabuna); Jomar Lima da Conceição (Cachoeira) e Rita Maria Ventura dos Santos (Salvador).
O 3º Encontro Baiano de Museus é uma ação da Secretaria de Cultura do Estado, através da Diretoria de Museus do IPAC, e ocupa diversos espaços culturais de Ilhéus até sexta-feira, 23 de setembro.
