Guitarrisimo em outubro traz o flamenco clássico de Alfredo Lagos

10/10/2011
Amanhã (11/10), às 19h30, o Instituto Cervantes traz a Salvador mais uma edição da série Guitarrisimo. Desta vez quem senta no banquinho do palco no Auditório do Instituto Cervantes é Alfredo Lagos (Jerez de la Frontera, 1971), fã confesso de Paco de Lucía, um conservador nascido em plena revolução da guitarra flamenca na Espanha. Os ingressos estão sendo distribuídos na sede do Cervantes em Salvador, na Ladeira da Barra. Por mais que pareça puro flamenco clássico da Escola Jarezana, Alfredo Lagos prefere se definir como moderno que não se desapega do clássico. Ele é a prova que a guitarra vem deixando de ser coadjuvante ao canto e tomando destaque nas mão de grandes artistas que tem surgido na nova safra espanhola. Apesar de demonstrar respeito pela música, nitidamente torce o nariz para a fusão de outros elementos com o flamenco, apesar de admitir que a fusão não é impossível. "o flamenco clássico nunca deveria se perder", afirma Lagos. Alfredo Lagos forma parte de essa nova geração de violonistas flamencos que tem conseguido criar uma síntese extremadamente rica entre o jogo clássico e as novas harmonias desenvolvidas pelo violão nos últimos 25 anos. Alfredo começou a tocar aos 10 anos e fez sua primeira turnê mundial aos 18 anos no Japão, acompanhando o baile de Sara Baras y Joaquín Grilo. Alfredo Lagos começou sua carreira tocando para a dança e, desde muito jovem, é requisitado pelas grandes figuras. Como compositor é responsável de algumas peças musicais dos últimos espetáculos de Israel Galván, como Arena (2004), La Edad de Oro (2005) y El Final de este estado de cosas (2007). Em 2002 recebeu o Premio Flamenco Hoy, concedido pelos críticos de flamenco ao violonista revelação. Tem sido o acompanhante habitual de cantores como Enrique Morente, o maior nome do flamenco, recentemente falecido.