04/11/2011
No próximo dia 17 de novembro, às 18h, acontece o lançamento da Série Estudos e Pesquisas - Patrimônio Arqueológico da Bahia (SEP 88). A publicação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, realizada em parceria com o Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reúne artigos temáticos sobre a arqueologia baiana, tratando, em especial, da arte rupestre encontrada no estado. O lançamento acontece em parceria com o Departamento de Infraestrutura de Transportes (Derba) e com o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), no Palacete das Artes Rodin Bahia (Rua da Graça, nº 289).
No evento, a partir das 18h30, acontece a palestra Patrimônio Arqueológico da Bahia, realizada pelo professor Carlos Etchevarne (departamento de Antropologia da FFCH/UFBA). Etchevarne é um dos principais especialistas sobre arte rupestre e arqueologia no estado, coordenador do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica e um dos coordenadores da publicação. Ele irá apresentar um panorama sobre o acervo arqueológico e a arte rupestre do estado.
Segundo o pesquisador, “esta publicação constitui um verdadeiro passo à frente, em termos de órgãos públicos, na percepção do valor histórico extraordinário que o patrimônio arqueológico detém, sendo o primeiro estudo sobre arqueologia publicado por uma secretaria estadual”, afirma o doutor pelo Muséum National d’Histoire Naturelle (Paris) e investigador colaborador do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto.
Conteúdo - A SEP 88 reúne oito artigos sobre o tema, apresentando a variedade de situações arqueológicas ocorrentes na Bahia e discutindo sua valorização e potencial, sobretudo para a compreensão dos processos sócio-históricos anteriores a chegada dos portugueses. O livro cita os sítios sambaquis, construções intencionais feitas com o acúmulo de conchas, produto do descarte da alimentação de grupos coletores e caçadores, que são encontrados em diferentes pontos do litoral. Os grupos de caçadores coletores também respondem pelos incontáveis sítios com representações gráficas rupestres do estado.
“A convencionalmente chamada arte rupestre está representada na Bahia, de modo exemplar, em quase todas as regiões, salvo no litoral, com pinturas e gravuras em abrigos, lapas, paredões, lajedos, afloramentos rochosos etc. A Chapada Diamantina, o Vale do São Francisco, o oeste baiano e o semiárido contam com sítios de representações rupestres de estilos que ainda merecem ser melhor definidos, considerando-se os motivos, a cromaticidade e os traços”, apresenta um dos artigos da edição, de autoria de Carlos Etchevarne.
A técnica da SEI e também coordenadora da edição, Rita Pimentel, considera que esta publicação “representou uma oportunidade ímpar de poder divulgar informações dessa relevância sobre o acervo arqueológico do território baiano, que se traduz em espaços de memória histórico-cultural que resgatam e reconstituem o passado”, diz.
Pensada para um público não especialista, a SEP 88 apresenta o conteúdo com uma linguagem clara e direta, com o objetivo de facilitar a disseminação do tema entre gestores da administração pública, profissionais do turismo, professores e a população em geral. O livro traz ainda o mapa dos sítios arqueológicos, que localiza dez tipos de sítios espalhados no estado. Com este material, o governo pretende promover a participação da sociedade na construção do valor deste conhecimento e nas decisões sobre sua gestão.

