Lançamento da revista SEP 88 sobre Patrimônio arqueológico da Bahia

10/11/2011

Publicação da SEI divulga rico conteúdo sobre a arqueologia baiana e aponta potencial dos circuitos arqueológicos do estado

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, e o Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (FFCH/UFBA), lançam a Série Estudos e Pesquisas - Patrimônio Arqueológico da Bahia (SEP 88). A publicação reúne artigos temáticos sobre a arqueologia, abordando desde as discussões conceituais ao mapeamento dos sítios já encontrados no estado. O lançamento acontece em parceria com o Departamento de Infraestrutura de Transportes (Derba) e com o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), no Palacete das Artes Rodin Bahia (Rua da Graça, nº 289), dia 17 de novembro, às 18h. A SEP 88 é organizada pelo professor Carlos Etchevarne, coordenador do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica, do departamento de Antropologia da FFHC/UFBA, um dos principais especialistas em arte rupestre e arqueologia no estado. No evento, ele apresenta a palestra Patrimônio Arqueológico da Bahia, na qual traça um panorama sobre nosso acervo arqueológico e arte rupestre. Segundo o pesquisador, “esta publicação constitui um verdadeiro passo à frente, em termos de órgãos públicos, na percepção do valor histórico extraordinário que o patrimônio arqueológico detém, sendo o primeiro estudo sobre arqueologia publicado por uma secretaria estadual”, afirma o doutor pelo Muséum National d’Histoire Naturelle (Paris) e investigador colaborador do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto. Conteúdo - A SEP 88 reúne oito artigos sobre o tema, apresentando a variedade de situações arqueológicas ocorrentes na Bahia e discutindo sua valorização e potencial, sobretudo para a compreensão dos processos sócio-históricos anteriores a chegada dos portugueses. O livro cita os sítios sambaquis, construções intencionais feitas com o acúmulo de conchas, produto do descarte da alimentação de grupos coletores e caçadores, que são encontrados em diferentes pontos do litoral. Os grupos de caçadores coletores também respondem pelos incontáveis sítios com representações gráficas rupestres do estado. “A convencionalmente chamada arte rupestre está representada na Bahia, de modo exemplar, em quase todas as regiões, salvo no litoral, com pinturas e gravuras em abrigos, lapas, paredões, lajedos, afloramentos rochosos etc. A Chapada Diamantina, o Vale do São Francisco, o oeste baiano e o semiárido contam com sítios de representações rupestres de estilos que ainda merecem ser melhor definidos, considerando-se os motivos, a cromaticidade e os traços”, apresenta um dos artigos da edição, de autoria de Carlos Etchevarne. A técnica da SEI e também coordenadora da SEP 88, Rita Pimentel, considera que esta publicação “representou uma oportunidade ímpar de poder divulgar informações dessa relevância sobre o acervo arqueológico do território baiano, que se traduz em espaços de memória histórico-cultural que resgatam e reconstituem o passado”, diz. Pensada para um público não especialista, a SEP 88 apresenta o conteúdo com uma linguagem clara e direta, com o objetivo de facilitar a disseminação do tema entre gestores da administração pública, profissionais do turismo, professores e a população em geral. O livro traz ainda o mapa dos sítios arqueológicos, que localiza dez tipos de sítios espalhados no estado. Com este material, o governo pretende promover a participação da sociedade na construção do valor deste conhecimento e nas decisões sobre sua gestão.