24/11/2011
[caption id="attachment_16104" align="alignleft" width="386" caption="Foto: Carina Gazar"]
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Na tarde de ontem (23.11), a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) deu mais um passo na construção de uma política museológica que atenda às necessidades dos mais variados públicos. Com o tema “Acessibilidade universal nos museus”, o primeiro seminário do ciclo de encontros “Museus e Prosa” discutiu sobre a importância da criação de projetos e programas de acessibilidade nos museus vinculados à DIMUS.
Cerca de 50 pessoas entre museólogos, estudantes e representantes de instituições que trabalham com pessoas com deficiência e com idosos estiveram presentes no evento, dentre elas a Associação para Inclusão à Comunicação, Cultura e Arte (ARCCA), que atua na defesa da cidadania de pessoas com deficiência; Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF); Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador (APAE); Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade – Bahia (ABCMI) e a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (APADA).O seminário, que aconteceu no auditório do Conselho Estadual de Cultura, foi fruto de uma série de visitas que os técnicos da DIMUS realizaram no mês de outubro e em meados de novembro a seis instituições voltadas a distintos públicos.
A diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, deu início ao evento ressaltando a importância da troca de experiência entre as instituições. “Os museus não estão preparados para lidar com pessoas com deficiências, temos muito a aprender, por isso é fundamental nos articularmos e construirmos políticas de forma conjunta”. Maria Célia destacou também a importância do setor museológico estar comprometido politicamente nesse momento tão especial de criação do Instituto Baiano de Museus (IBAM). “Precisamos criar políticas públicas que atendam às demandas dos diversos públicos, é papel dos museus colaborar na construção de uma cultura cidadã”, concluiu.
Convidada para falar da experiência que vem tendo com o Projeto Acesso, no Memorial da Cultura Cearense, localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, a socióloga Márcia Moreno emocionou a plateia com uma reflexão sobre como os museus podem contribuir para a inclusão social. “As pessoas com deficiência estão em desvantagem. É necessário compreender essa situação, compreender as necessidades e tentar atendê-las. O que temos feito no Memorial é um trabalho intensivo de sensibilização. Temos três funcionários que são deficientes visuais e que pensam com o restante da equipe toda a mediação da exposição. A mediação é pensada desde a concepção das mostras”, pontuou.
Uma das questões destacadas por Patrícia Magris, coordenadora do Núcleo de Educação Especial da Uneb, foi a importância de criar projetos de acessibilidade que garantam a segurança e o conforto dos distintos públicos, sem lhes tirar a autonomia. Algumas estratégias foram apontadas como o uso de rampas móveis, elevadores e pista tátil, a qualificação de mediadores para atender pessoas com deficiência (o que inclui treinamento para áudio-descrição e linguagem de libras), a elaboração de catálogos em braille e a criação de mostras que estimulem o tato e o olfato.
Presente no evento, o coordenador de comunicação social da ARCCA, Ednilson Sacramento, parabenizou a DIMUS pela iniciativa de consultar as necessidades das pessoas com deficiência e ressaltou a importância de todos os setores da cultura fazerem o mesmo. Aproveitando a oportunidade, convidou a todos a continuar discutindo o assunto em dois eventos: 15° Seminário de Acessibilidade e Cidadania de Salvador, que acontece no dia 2 de dezembro no Hotel Sol Victória Marina, e a Comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que será realizada no dia 3 de dezembro no Centro de Convenções.
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Na tarde de ontem (23.11), a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) deu mais um passo na construção de uma política museológica que atenda às necessidades dos mais variados públicos. Com o tema “Acessibilidade universal nos museus”, o primeiro seminário do ciclo de encontros “Museus e Prosa” discutiu sobre a importância da criação de projetos e programas de acessibilidade nos museus vinculados à DIMUS.
Cerca de 50 pessoas entre museólogos, estudantes e representantes de instituições que trabalham com pessoas com deficiência e com idosos estiveram presentes no evento, dentre elas a Associação para Inclusão à Comunicação, Cultura e Arte (ARCCA), que atua na defesa da cidadania de pessoas com deficiência; Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF); Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador (APAE); Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade – Bahia (ABCMI) e a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (APADA).O seminário, que aconteceu no auditório do Conselho Estadual de Cultura, foi fruto de uma série de visitas que os técnicos da DIMUS realizaram no mês de outubro e em meados de novembro a seis instituições voltadas a distintos públicos.
A diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, deu início ao evento ressaltando a importância da troca de experiência entre as instituições. “Os museus não estão preparados para lidar com pessoas com deficiências, temos muito a aprender, por isso é fundamental nos articularmos e construirmos políticas de forma conjunta”. Maria Célia destacou também a importância do setor museológico estar comprometido politicamente nesse momento tão especial de criação do Instituto Baiano de Museus (IBAM). “Precisamos criar políticas públicas que atendam às demandas dos diversos públicos, é papel dos museus colaborar na construção de uma cultura cidadã”, concluiu.
Convidada para falar da experiência que vem tendo com o Projeto Acesso, no Memorial da Cultura Cearense, localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, a socióloga Márcia Moreno emocionou a plateia com uma reflexão sobre como os museus podem contribuir para a inclusão social. “As pessoas com deficiência estão em desvantagem. É necessário compreender essa situação, compreender as necessidades e tentar atendê-las. O que temos feito no Memorial é um trabalho intensivo de sensibilização. Temos três funcionários que são deficientes visuais e que pensam com o restante da equipe toda a mediação da exposição. A mediação é pensada desde a concepção das mostras”, pontuou.
Uma das questões destacadas por Patrícia Magris, coordenadora do Núcleo de Educação Especial da Uneb, foi a importância de criar projetos de acessibilidade que garantam a segurança e o conforto dos distintos públicos, sem lhes tirar a autonomia. Algumas estratégias foram apontadas como o uso de rampas móveis, elevadores e pista tátil, a qualificação de mediadores para atender pessoas com deficiência (o que inclui treinamento para áudio-descrição e linguagem de libras), a elaboração de catálogos em braille e a criação de mostras que estimulem o tato e o olfato.
Presente no evento, o coordenador de comunicação social da ARCCA, Ednilson Sacramento, parabenizou a DIMUS pela iniciativa de consultar as necessidades das pessoas com deficiência e ressaltou a importância de todos os setores da cultura fazerem o mesmo. Aproveitando a oportunidade, convidou a todos a continuar discutindo o assunto em dois eventos: 15° Seminário de Acessibilidade e Cidadania de Salvador, que acontece no dia 2 de dezembro no Hotel Sol Victória Marina, e a Comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que será realizada no dia 3 de dezembro no Centro de Convenções.