Afro Sinfônica no Espaço Cultural da Barroquinha

14/12/2011
Desde a sua formação, a orquestra afro sinfônica já possui um caráter de inovação a começar pelas composições e arranjos inéditos criados pelo maestro Ubiratan Marques, até a inserção de cantoras como um naipe permanente da orquestra. O desafio avant garde desse grupo agora apresenta uma série de concertos inéditos, com parceiros muito especiais, em um local ainda mais apropriado, o Espaço Cultural da Barroquinha. Com uma arquitetura e acústica aproveitada da Igreja da Barroquinha, os concertos adquirem uma identidade única e excêntrica. A igreja da Barroquinha, que pela sua história, já apresenta uma unidade entre a cultura afro, representada pelas mulheres negras que freqüentavam a igreja no sec XVII, e a sonoridade dos tambores dos terreiros instalados na região. Percebendo essa possibilidade de unir a história à contemporaneidade, o maestro Ubiratan Marques escolheu essa acústica sutil e convidou Mateus Aleluia para ser o diretor artístico dos 12 concertos que a orquestra  sugeriu, em um encontro raro entre a música afro sinfônica  e o regionalismo baiano. Assim surgiu a idéia de fazer um a espécie de intercâmbio cultural baiano, compondo o palco com artistas convidados de Salvador e do interior da Bahia, indo em contraponto ao que geralmente é visto quando orquestra convidam artistas eruditos ou populares de projeção nacional. A Orquestra chega  ao encerramento da temporada 2011, no Espaço da Barroquinha, que teve a participação de ilustres convidados como Gerônimo, Lazzo, Letieres Leite, Juliana Ribeiro, Manuca Almeida, Ana Paula Albuquerque, Jurandir Santana, Peu Meurray, entre outros . Para fechar com chave de ouro, os convidados são 02 baianos, que, atualmente, estão executando as suas músicas no Rio de Janeiro, os cantores e compositores Mariella Santiago e Rafael Pondé. Eles vão ajudar a unir o moderno ao tradicional, o jazz ao afro. Certamente, será um momento único  desse projeto, que teve encontros inesquecíveis para o público.