17/02/2012
[caption id="attachment_18940" align="aligncenter" width="473" caption="Foliãs do Proibido Proibir sexta no circuito Osmar Foto: Almir Santos"]
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Como acontece todos os anos, o samba pediu passagem e protagonizou a noite do primeiro dia da folia momesca. E neste ritmo, as mulheres ditaram os sons e as danças que conduziram os principais blocos que passaram pelo circuito Osmar, na noite de ontem, 16. Elas invadiram avenida, contrariando o histórico de predomínio masculino no samba da Bahia, além de garantirem a beleza feminina na festa, sejam fantasiadas, com abadás, na pipoca ou em cima do trio.
A presença feminina começou cedo, com abertura do carnaval. Foram as mulheres que abriram o oficial a Folia de Momo, com apresentação do bloco A Mulherada, com uma banda com 50 tambores e 100 dançarinos, que ecoaram as vozes femininas, anunciando o início do carnaval. O primeiro bloco com cordas a desfilar foi Alerta Geral, com sua legião de cerca de 3 mil pessoas. Além deste, a noite do samba da quinta-feira também apresentou o bloco Amor e Paixão, Proibido Proibir e Pagode Total. “Foi-se a época em que tínhamos que ficar esperando eles se divertirem e voltarem. Agora quem saí e samba somos nós, por isto o bloco está assim”, comentou Ana Lúcia, enfermeira de 34 anos, referindo-se a maioria esmagadora de mulheres no bloco Pagode Total.
Mas elas não ficaram restritas ao samba. A pipoca, os afoxés e os blocos afro contaram com a presença e beleza feminina de forma majoritária. No Bloco da Capoeira, elas abriram roda e jogaram duro. Cecília Cruz, 35 anos, 20 de capoeira, mais conhecida como ‘Sapeca’, explica que no começo era única nas rodas e que, com o tempo, ganhou parceiras. “A nossa presença na capoeira é um exemplo de resistência da cultura africana e da ocupação feminina nos diversos espaços”, confessa Sapeca, que também é professora de educação física.
No desfile do bloco afro Bankoma, de Lauro de Freitas, a situação era mesma. As mulheres arrumaram seus corpos e cabeças para levar a cultura afrobrasileiro para o primeiro dia do carnaval, da melhor forma. Cristina Lobo e Marlene Souza afirmam ter escolhido o bloco por ser uma mistura de carnaval, religião e resistência. Já Ricardo Seixas comenta que “as mulheres lindas deste bloco me atraem”.
Estas entidades integram o Carnaval Ouro Negro, programa de apoio ao desfile de blocos de matriz africana, criado em 2009, pela Secretaria de Cultura da Bahia. Em 2012, o programa contempla 126 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão, com um investimento de R$ 5,305 milhões.
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Como acontece todos os anos, o samba pediu passagem e protagonizou a noite do primeiro dia da folia momesca. E neste ritmo, as mulheres ditaram os sons e as danças que conduziram os principais blocos que passaram pelo circuito Osmar, na noite de ontem, 16. Elas invadiram avenida, contrariando o histórico de predomínio masculino no samba da Bahia, além de garantirem a beleza feminina na festa, sejam fantasiadas, com abadás, na pipoca ou em cima do trio.
A presença feminina começou cedo, com abertura do carnaval. Foram as mulheres que abriram o oficial a Folia de Momo, com apresentação do bloco A Mulherada, com uma banda com 50 tambores e 100 dançarinos, que ecoaram as vozes femininas, anunciando o início do carnaval. O primeiro bloco com cordas a desfilar foi Alerta Geral, com sua legião de cerca de 3 mil pessoas. Além deste, a noite do samba da quinta-feira também apresentou o bloco Amor e Paixão, Proibido Proibir e Pagode Total. “Foi-se a época em que tínhamos que ficar esperando eles se divertirem e voltarem. Agora quem saí e samba somos nós, por isto o bloco está assim”, comentou Ana Lúcia, enfermeira de 34 anos, referindo-se a maioria esmagadora de mulheres no bloco Pagode Total.
Mas elas não ficaram restritas ao samba. A pipoca, os afoxés e os blocos afro contaram com a presença e beleza feminina de forma majoritária. No Bloco da Capoeira, elas abriram roda e jogaram duro. Cecília Cruz, 35 anos, 20 de capoeira, mais conhecida como ‘Sapeca’, explica que no começo era única nas rodas e que, com o tempo, ganhou parceiras. “A nossa presença na capoeira é um exemplo de resistência da cultura africana e da ocupação feminina nos diversos espaços”, confessa Sapeca, que também é professora de educação física.
No desfile do bloco afro Bankoma, de Lauro de Freitas, a situação era mesma. As mulheres arrumaram seus corpos e cabeças para levar a cultura afrobrasileiro para o primeiro dia do carnaval, da melhor forma. Cristina Lobo e Marlene Souza afirmam ter escolhido o bloco por ser uma mistura de carnaval, religião e resistência. Já Ricardo Seixas comenta que “as mulheres lindas deste bloco me atraem”.
Estas entidades integram o Carnaval Ouro Negro, programa de apoio ao desfile de blocos de matriz africana, criado em 2009, pela Secretaria de Cultura da Bahia. Em 2012, o programa contempla 126 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão, com um investimento de R$ 5,305 milhões.