
Nesta segunda-feira, 20 de fevereiro, penúltimo dia de Carnaval, Maragojipe vai assistir a mais 15 shows musicais, além das tradicionais manifestações populares e apresentações culturais que caracterizam a folia da cidade.
Dividindo-se em três diferentes palcos e trios que circulam pelas ruas, a programação se inicia por volta das 17 horas. Para hoje, estão confirmadas apresentações de
Jau,
Walter Queiroz,
Oficina de Frevos e Dobrados,
Pirigulino Babilake,
Orquestra Popular de Maragojipe, dentre outros nomes que ditam o ritmo daquilo que realmente é mais divertido: a cena no chão, do povo, que se empenha com amor e dedicação à manutenção das tradições locais.
Com criatividade e bom humor, maragojipanos e turistas, que entram no clima da festa, enfeitam a cidade com o colorido de fantasias e máscaras, cuidadosamente elaboradas, às vezes de forma individual, às vezes em grupos caracterizados. Essas pessoas fazem o verdadeiro espetáculo do Carnaval de Maragojipe, que, há 180 anos, reflete a cultura popular de sua comunidade e influências ibéricas e afro-indígenas, sendo tombado como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia em 2009.
Entre as manifestações populares desta segunda, haverá as
Caretas de Acupe e o
Nêgo Fugido, ambas oriundas de Acupe, distrito do município de Santo Amaro (BA). O grupo Caretas de Acupe surgiu em meados do século XIX e reúne pessoas com máscaras artesanais feitas de papel machê e roupas coloridas, tocando chocalhos e manguás, ao som do samba de roda. Já o Nêgo Fugido, desde o início do século XX, encena a perseguição, captura e libertação dos escravos escapados do domínio de seus senhores. Interpretado tradicionalmente por figurantes negros, estes acentuam sua cor com emprego de óleo de cozinha e carvão sobre a face e corpos.
O
Carnaval de Maragojipe tem apoio da
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através do programa Outros Carnavais, que investe este ano R$ 270 mil no evento. Além do Outros Carnavais, a SecultBA realiza no Carnaval de Salvador os programas
Carnaval Ouro Negro, que apoia 127 entidades de matrizes africana e indígena; o
Carnaval Pipoca, que promove 20 desfiles de trios independentes, diversificando e qualificando os shows apresentados nos circuitos; e o
Carnaval do Pelourinho, com 53 bandas e artistas se apresentando nos espaços do bairro, além de uma programação temática a cada dia, homenageando os traços e ritmos da cultura baiana. O Carnaval do Pelourinho, inclusive, também recebe grupos culturais de Maragojipe, entre orquestras, charangas e blocos de mascarados, que ocupam as praças mostrando suas tradições.