23/02/2012
O Apaxes do Tororó, representante do segmento ''bloco de índio'', tomou o Campo Grande na noite de segunda, 20, ao som de sambas imortalizados na voz de Beth Carvalho e Zeca Pagodinho. O bloco brindou o público com uma homenagem a Velha Guarda do Samba.
O grupo "Depende di Nós" foi a atração musical da noite. Com um repertório de partido alto, contagiou os associados do bloco, foliões da pipoca e dos camarotes. Entre o público, idosos, jovens, crianças acompanhadas dos pais e casais que aproveitaram para dançar juntinho, ao som de músicas tradicionais do samba brasileiro.
O tema do bloco se refletiu, também, na fantasia usada por quem acompanhava o desfile do lado de dentro das cordas. Os tons vermelhos do Apaxes se integraram com o uso do chapéu Panamá, elemento marcante dos sambistas da velha guarda.
Alan Santos, um dos diretores da agremiação, conta que para o carnaval deste ano prepararam os foliões através dos ensaios feitos na sede do bloco, no bairro do Tororó. Sobre a venda das fantasias ele diz: "nossas fantasias são vendidas a preço acessível e boa parte é doada para os membros da comunidade, aqueles que sempre frequentam os ensaios". Além dos ensaios, durante o ano, a entidade oferece cursos gratuitos à comunidade, entre eles aulas de karatê e capoeira.
O Apaxes do Tororó é uma entidade sem fins lucrativos, surgiu em 1970 e foi fundamental na construção da história do carnaval baiano, por ser o primeiro bloco de índio criado para a festa. Com o nome inspirado nas tribos dos filmes norte-americanos, tem como objetivo valorizar os traços indígenas da nossa cultura.
O Apaxes do Tororó integra o Carnaval Ouro Negro, programa de apoio ao desfile de blocos de matriz africana, criado em 2009, pela Secretaria de Cultura da Bahia. Em 2012, o programa contempla 126 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão, com um investimento de R$ 5,305 milhões