23/02/2012
No bloco A Mulherada, homem só tem direito de seguir o trio. Porque o comando do som é das mulheres. O grupo abriu o desfile no Circuito Dodô (Barra-Ondina), na noite de domingo (19), com todas as integrantes da banda vestidas de Gabriela, personagem emblemática da obra "Gabriela, Cravo e Canela" de Jorge Amado. "Estou muito feliz em homenagear o maior escritor baiano" comentou a vocalista Rosângela Alves.
"Eu penso que Gabriela, traduz toda feminilidade, toda beleza, todo encanto das mulheres da Bahia", diz a foliã Fátima Poubel, salientando o prazer de participar de um bloco composto apenas por mulheres. "Dessa forma, a gente pode mostrar a força que a mulher tem", argumentou.
Todas as integrantes fazem parte do projeto social que o bloco lidera na comunidade do Pelourinho, e que tem como principal missão combater toda a forma de discriminação racial e de gênero. Criado em 2003, A Mulherada conseguiu levar para o Carnaval a musicalidade e a beleza da mulher baiana.
O desfile da entidade integra o Carnaval Ouro Negro, programa de apoio ao desfile de blocos de matriz africana, criado em 2009, pela Secretaria de Cultura da Bahia. Em 2012, o programa contempla 126 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão, com um investimento de R$ 5,305 milhões.