25/05/2012
Por um Brasil Criativo: reflexões sobre a institucionalização e a construção de políticas públicas para a economia criativa brasileira. Este será o tema da palestra que a Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), Cláudia Leitão, irá proferir em Salvador. Ela participa do I Seminário de Formação e Capacitação em Cultura, que será realizado de 28 a 30 de maio no Teatro Vila Velha, onde fará a conferência de abertura do encontro.
Em seguida haverá uma conferência de Emmanuel Wallon – Professor de Sociologia política – Université de Paris-Ouest Nanterre/La Défense. Ele fala sobre o tema Preparar o imprevisto, antecipar o inédito: a formação dos administradores culturais diante das mutações dos sistemas de produção e dos circuitos de intercâmbios artísticos.
Às 11h30 será realizado um debate público com mediação da Coordenadora Geral de Estratégias e Gestão de Ações do Ministério da Cultura (MinC), Angela Andrade. Durante os três dias, o seminário vai seguir uma dinâmica de palestras e debates pela manhã e formação de mesas-redondas e grupos de trabalho à tarde.
Para Deolinda Vilhena, presidente da Comissão Organizadora do encontro, a realização do 1 º Seminário Internacional de Formação e Capacitação em Cultura é uma resposta natural à expansão da área cultural. “O setor privado, o setor público e o Terceiro Setor, são responsáveis por ações, investimentos, criação de instituições, fundações, agências e organizações. Entretanto, os recursos humanos neles envolvidos carecem de uma formação específica”, avalia.
O I Seminário de Formação e Capacitação em Cultura é uma realização da Universidade Federal da Bahia, com apoio da Capes, Fapesb, CNPQ, Secretaria Estadual de Cultura (Secult), Secretaria de Ciência e Tecnologia e do Consulado Geral da França para o Nordeste.
Na terça-feira (dia 29), às 9h30, a professora associada do Instituto de Ciências Políticas de Lyon (França), fala sobre O acompanhamento dos atores culturais: que postura e que ferramentas para aquele que acompanha? No último dia, o diretor adjunto e responsável pelas formações do Observatoire de Politiques Culturelles, Jean-Pascal QUILÈS fala sobre A experiência de uma instituição singular: o Observatório de Políticas Culturais (França).
ECONOMIA CRIATIVA
A partir de 2011, o MinC propôs a criação de uma nova secretaria com o objetivo de retomar as conexões entre cultura e desenvolvimento. O Plano da Secretaria da Economia Criativa (SEC) suscitou a estruturação de um Plano para o Governo Dilma Rousseff. A SEC, juntamente com os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Trabalho e Emprego, Educação, Turismo, Esporte, Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades, Integração Nacional e Desenvolvimento Social e Combate à Fome, vem estruturando um Plano original que objetiva integrar políticas e programas de várias pastas, compreendendo a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento para o país.
A economia criativa tem obtido destaque no foco das discussões de instituições internacionais como a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) sendo considerada um eixo estratégico de desenvolvimento para os diversos países e continentes, no novo século. “A Economia Criativa se caracteriza pela abundância e não pela escassez, pela sustentabilidade social e não pela exploração de recursos naturais e humanos, pela inclusão produtiva e não pela marginalização de indivíduos e comunidades”, afirma Cláudia Leitão.
A programação completa do I Seminário de Formação e Capacitação em Cultura pode ser conferida no site http://formacaocapacitacaocultura.com.br.