31/05/2012
As exibições dos filmes acontecem nos dias 05, 12 e 26 nos Espaços Culturais da SECULT, com entrada gratuita
A Mostra Bahia, 100 Anos de Cinema continua no mês de junho com a exibição de filmes que homenageiam a memória baiana. Entre longas e curtas metragens - clássicos e contemporâneos, documentários e animações, o evento exibe um total de 27 filmes, distribuídos em 11 programas, presentes em 15 Espaços Culturais da capital, Região Metropolitana e interior (os Centros de Cultura Camilo de Jesus Lima e Amélio Amorim não entram no itinerário). Em junho as exibições acontecem nos dias 05, 12 e 26, sempre às terças-feiras, às 10h, 15h e 19h e com entrada gratuita. A Mostra se estende até o mês de julho. Quem abre a programação no dia 05 é o curta metragem 10 Centavos, de 2007, do diretor Cesar Fernandes de Oliveira. Logo em seguida um clássico baiano de Roberto Pires, A Grande Feira. O filme de ficção, produzido em 1961, apresenta a história de uma empresa imobiliária que ameaça de despejo os feirantes de Água de Meninos, em Salvador, e estes então, se organizam para resistir. Na trama, um marinheiro se vê envolvido nessa luta e se divide entre o amor de Maria da Feira, irmã de um bandido, e de Ely, moça da alta sociedade. Já o curta Anil de Fernando Bélens e o curta-documentário Gato/Capoeira de Mario Cravo Neto, serão exibidos nos dias 12 e 26, respectivamente. Com classificação de 16 anos, os filmes abordam temáticas realistas, com críticas sociais, a exemplo de Anil, que mostra histórias de exploração e denuncismo. Ainda na onda crítica, o drama O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos, conta sobre a chegada de um mágico numa pequena e pobre cidade do interior da Bahia, e comovido com toda a miséria, resolve realizar um truque para trazer fartura à região. Fechando a programação do mês, no dia 26, um filme produzido em plena ditadura militar: Meteorango Kid – Herói Intergaláctico. Do diretor André Luiz de Oliveira, o longa metragem mostra através das aventuras do estudante universitário Lula, e de uma maneira anárquica e irreverente, uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita. Com todo esse contexto, e através das parcerias que os centros têm estabelecidos com as escolas municipais, a mostra mais uma vez firma uma relação entre o lazer e a cultura, o conhecimento. Apresenta uma nova didática e incentiva os jovens ao consumo inteligente da sétima arte.
