15/08/2012
Na última quarta-feira (15.08), a beleza e a força de uma tradição secular mantida pela fé de mulheres negras da Bahia emocionaram a população local e os visitantes que prestigiaram a missa pela Assunção de Nossa Senhora e o cortejo em procissão de Nossa Senhora da Glória, realizados em Cachoeira, Recôncavo da Bahia. Neste terceiro dia de celebração da festa da Irmandade da Boa Morte, formada por 22 mulheres negras, o Governo do Estado da Bahia esteve presente, reconhecendo a sua importância e atuando na celebração - tanto através da Secretaria de Turismo e Bahiatursa, que apoiou a Irmandade no custeio da produção dos festejos da missa e do cortejo, quanto da Secretaria de Cultura, que apoiou o projeto expografico do memorial da Irmandade e realizou ações de conservação patrimonial, como a pintura da sede e da capela, contribuindo para beleza da festa em Cachoeira. Estavam presentes ao evento o Secretário de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Albino Rubim, o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Frederico Mendonça, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), Ubiratan Castro, e o gerente do Mercado Americano da Bahiatursa, Billy Arquimimo. Para o secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim, que representou oficialmente o Governador Jaques Wagner na cerimônia, um dos aspectos mais impressionantes da Festa da Irmandade da Boa Morte é a força que esta tradição religiosa possui, ao mobilizar os mais diversos grupos sociais, desde o turista negro de Nova York até a estudante da universidade de Ilhéus. “São diversos os elementos que devem contribuir para esta capacidade de mobilização que a Boa Morte tem: a força da sua tradição religiosa, a riqueza de sua história, a atual valorização dos elementos da cultura negra no mundo, a importância desta manifestação acontecer numa cidade patrimônio como Cachoeira e a singularidade das próprias mulheres da Irmandade, com as suas indumentárias, jóias e acessórios, que conferem o luxo e a beleza desta tradição”, afirma o secretário. De acordo com Frederico Mendonça, diretor geral do IPAC, unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, é de extrema importância o reconhecimento pelo Estado desta manifestação religiosa e de fé muito antiga, de mais de 300 anos. “Mas é importante entender que o que estamos reconhecendo não é a religião, e sim a religiosidade como uma manifestação importante da cultura da Bahia. Esta festa é o momento de dar visibilidade e reconhecer a força desta tradição de mais três séculos”, explicou o diretor do IPAC, órgão responsável pelo projeto expografico do Memorial da Boa Morte, financiado com recursos de edital do Fundo de Cultura, e responsável pela edição especial da coleção Cadernos do IPAC dedicado à irmandade, reunindo artigos, fotos, entrevistas e depoimentos sobre a Irmandade, “Boa Morte – Uma Irmandade e uma Tradição”, disponível para venda no IPAC, na loja da Irmandade, e para download gratuito pelo link http://www.cultura.ba.gov.br/wp-content/uploads/2010/publicacoes/2.boa_morte.pdf . Saiba mais sobre o evento
