27/08/2012
A partir de 30 de agosto, na sede do Instituto Mauá, no Pelourinho, serão abertas as exposições das Salas do Artista Popular – SAPs, do município baiano de Barra e do povoado de Passagem, localizados na região do baixo-médio São Francisco. Criada na década de 1980, pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Populares da Funarte, a SAP é um programa de exposições voltado para difusão e comercialização da produção de artistas e comunidades artesanais tradicionais. Na Bahia, o projeto atualmente conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI e realização do Instituto Mauá.
Durante o evento de abertura, artistas das duas localidades estarão presentes, informando suas técnicas e seus objetos, que serão comercializados. As exposições, que acontecem até 28 de setembro, buscam promover a divulgação do trabalho de comunidades, muitas vezes de difícil acesso, e o contato direto com o público. Isso significa, para os artistas e artesãos, oportunidades de expansão de mercado e condições de participação mais efetiva no processo de valorização e comercialização de sua produção.
A realização de uma SAP é precedida de pesquisas de campo que verificam as formas de fazer do artesanato de cada local. As mostras contam com edição de catálogo etnográfico, apresentando todo o processo de produção dos objetos que, por seu significado simbólico, tecnologia de confecção ou matéria-prima empregada, são testemunho do viver e do fazer das pessoas dedicadas àquelas atividades e da comunidade onde estão inseridas. No caso das SAPs baianas de Barra e Passagem, elas foram realizadas em 1996 e 2003 respectivamente, pelo MinC, e em 2012 são reeditadas, em Salvador, numa parceira entre o Ministério da Cultura e as Secretarias do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte e da Cultura do Estado da Bahia.
Para Arany Santana, Diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a parceria com Minc, através do CNFCP e com o Mauá na realização de reedições das SAPs na Bahia é de extrema importância para a Secretaria de Cultura do Estado e para o CCPI. “Através desse apoio, o Centro de Culturas Populares e Identitárias está seguindo suas diretrizes, ao abraçar mais essa forma de difusão da arte popular, apresentando a tecnologia e o testemunho do fazer e viver dessas populações a baianos e turistas em Salvador”, afirma.
Mais do que um espaço de compra e venda, a Sala do Artista Popular promove um diálogo entre realidades pouco familiares, a dos artesãos e do público, que tem a oportunidade de conhecer as peças em exposição e as técnicas artesanais empregadas. “Para nós é muito importante que o programa favoreça a criação de um novo mercado, possibilitando o escoamento do artesanato, ao invés de restringir o processo criativo dos artistas que realizam um trabalho autoral e identificador da sua região” relata o Coordenador de Preservação e Fomento do CCPI, Mateus Torres.
Texto: Ascom/CCPI
