27/09/2012
Profissionais e estudantes baianos compareceram nesta quinta-feira, 27, ao primeiro dia de atividades do I Encontro Baiano de Formação e Qualificação em Cultura. O evento, que prossegue durante todo o dia nesta sexta-feira, dia 28 de setembro, a partir das 8h30, tem como objetivo refletir, discutir e propor rumos necessários para incrementar o setor cultural, através da formação e qualificação de gestores e agentes culturais. Nesse primeiro dia, em comum no discurso de cada convidado, a importância da cultura como elemento estratégico de desenvolvimento nacional. Interessados em participar ainda podem se credenciar gratuitamente no local do Encontro, no auditório do Conselho de Cultura, no anexo do Palácio da Aclamação, em Salvador. Acesse a programação aqui.
Na abertura do evento, nomes renomados do setor cultural brasileiro, como o historiador Bernardo Mata Machado e a antropóloga Cristiane Abramo, ambos do Ministério da Cultura (MinC), além de Albino Rubim, secretário de Cultura do Estado da Bahia, participaram da mesa Políticas para a formação e qualificação em cultura no Brasil e na Bahia, com mediação do professor Cláudio Orlando Costa, da UFRB. "A necessidade destes cursos de formação e qualificação cultural reflete um novo ambiente no Brasil, que é de reconhecimento do papel do estado na cultura. É fundamental o fortalecimento da política cultural como política publica, para todos e controlada por todos", disse o historiador Bernardo Mata Machado.
Em sua fala, Rubim destacou o trabalho colaborativo que tem sido realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA) em prol da formação e qualificação cultura. "Esse tema é prioridade da nossa gestão e também um grande desafio. Por isso, criamos a Rede Estadual de Formação e Qualificação em Cultura, com a participação de 46 representantes de todos as universidades públicas que atuam na Bahia, entre outras instituições, como ONGs, e desenvolvemos o Programa de Formação e Qualificação em Cultura", explicou, enaltecendo ainda os resultados do Programa: " Expandimos a Escola de Dança, criando em maio de 2011 o Centro de Formação em Artes. Agora, em sua sede própria inaugurada esse ano, o Centro inicia seu Programa de Qualificação em Música, que já está atendendo 240 estudantes".
Feliz de poder participar da discussão, a coordenadora de Articulação de Políticas de Cultura e Educação do MinC, Cristiane Abramo, destacou o protagonismo da Bahia em relação a formação e qualificação, citando como exemplos a adesão ao Plano Nacional de Cultura e a constituição do Plano Estadual de Cultura. "Acredito que uma das questões mais urgentes sobre cultura brasileira é tratar da formação. A cultura é elemento estratégico do desenvolvimento nacional e é nisso que Ministério da Cultura acredita. Até 2020, por exemplo, teremos sistema de cultura em todos os estados e no distrito federal. Serão 3.339 municípios com mais de 500 mil habitantes com secretarias de cultura exclusivas. Esse numero é pra gente entender nosso horizonte e a tarefa que nos temos com qualificação e formação", alertou.
Tarde dedicada as especificidades da Formação em Cultura
Ainda no primeiro dia, já no período da tarde, o I Encontro Baiano de Formação e Qualificação em Cultura dedicou espaço para o debate sobre especificidades da Formação em Cultura. Mediado por Beth Rangel, diretora do Centro de Formação de Artes, o debate contou com Alexandre Barbalho, da Universidade Estadual do Ceará, Clarissa Bittencourt, coordenadora do CULT/Ufba, Josiane Mozer, do Observatório Itaú Cultural e Lia Calabre, da Fundação Casa de Rui Barbosa.