Secretaria de Cultura/ BA investe R$ 14,5 milhões e garante diversidade cultural ao Carnaval de Salvador

21/01/2013

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA) garante investimento de aproximadamente R$ 14,5 milhões na maior festa popular de rua do mundo, o Carnaval de Salvador. A programação contempla os já tradicionais Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro e o Carnaval Pipoca, além do Palco do Rock e as Festas Pré-Carnavalescas, a exemplo do projeto que anima o Pelourinho desde os primeiros dias de 2013 com atrações que irão se apresentar no Carnaval Pipoca. "Essas ações são fundamentais para garantir a diversidade musical e cultural à festa, bem como garantir o acesso democrático às manifestações populares, afirma Arany Santana, diretora do Centro de  Culturas Populares e Identitárias (CCPI), unidade da Secult/BA. Carnaval Ouro Negro Pelo quinto ano consecutivo, o Carnaval Ouro Negro irá garantir o desfile de blocos de matriz africana, indígena, afoxés, além de blocos de samba, reggae e outros ritmos.  A estimativa é de que 133 entidades sejam beneficiadas através do projeto. As apresentações acontecerão nos circuitos Batatinha (Pelourinho), Dodô e Osmar. "O Ouro Negro é um dos projetos mais significativos criados pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. Suas atividades contemplam, além da garantia aos desfiles durante o Carnaval, o apoio ao trabalho de algumas entidades que se dedicam a ações socioculturais e contribuem para o desenvolvimento das comunidades onde elas foram criadas e para o resgate e a valorização de suas tradições, qualificando ainda mais o projeto e as instituições apoiadas", completa o secretário de Cultura, Albino Rubim. Através deste programa, a SecultBa apoia também entidades deste mesmo gênero de Feira de Santana, que desfilam em abril, na Micareta de Feira. Carnaval do Pelourinho Uma variedade de atrações musicais, reunida durante as festividades do Carnaval do Pelô deste ano, se unifica em torno do tema Carnavais Negros. O tema trará  para a folia momesca atrações de samba,  reggae, percussão,  guitarra baiana, ritmos marcados pela influência de matrizes africanas. Este ano, 41 atrações foram selecionadas a partir de Chamadas Públicas para tocar nas três praças e no Largo do Pelourinho, além disso, outras 32 entidades se apresentarão nas ruas do Centro Histórico. Dentre elas, Cláudia Cunha, Banda Afro Men, Ludmillah Anjos, Will Carvalho e a Banda Didá. O resultado da seleção foi divulgado no Diário Oficial desta segunda-feira (28). Os artistas e bandas selecionadas farão apresentações das diversas manifestações culturais (samba, orquestra, reggae, hip-hop, world music, axé, afro, afro pop, pop-rock) nas programações nos Largos Tereza Batista, Pedro Archanjo, Quincas Berro D''Água, Largo do Pelourinho e nas ruas do Pelourinho. Além das atrações musicais do Largo e praças, o Carnaval do Pelourinho conta ainda desfiles de bandas itinerantes, performances e blocos alternativos. Acontecem ainda as saídas de famosos afoxés e blocos afros, como os Filhos de Gandhy e o Olodum. A decoração também será especial, em homenagem a guitarra baiana e aos Carnavais Negros nas Américas. A programação do Pelô é voltada para foliões que buscam uma festa com programação intensa, diversificada e alternativa ao axé, ritmo anfitrião da festa momesca realizada na Bahia. O Carnaval do Pelourinho conta com estacionamentos, segurança, restaurantes e bares, além de uma Sala de Imprensa, montada na casa 12, sede do CCPI, para receber jornalistas de veículos locais, nacionais e internacionais que trabalham na cobertura da festa. Além disso, a área dispõe de 05 bancos 24 horas, postos de saúde, postos dos bombeiros, juizado de menores e polícia militar, 1.000 vagas de estacionamentos privados, 3.000 mil vagas em zonas azuis da prefeitura, 32 ruas e 07 grandes avenidas para acesso imediato ao Centro Histórico de Salvador. Tema do Carnaval do Pelô faz parte da “Década Afrodescendente” em Salvador Tal como o I Encontro das Culturas Negras, a escolha do tema para o carnaval do Pelourinho se insere no contexto da “Década Afrodescendente” em Salvador, período estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) após o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI) realizado em 2011 e onde foram suscitados debates em torno do racismo e das situações social, econômica e política da população negra mundial na contemporaneidade.  Durante o Afro XXI, a capital baiana recebeu o título simbólico de “Capital ibero-americana dos afrodescendentes”. Para a diretora do CCPI, Arany Santana “o tema do Carnaval do Pelô está em consonância com a agenda das Nações Unidas, com a realidade de Salvador e com as políticas culturais que a Secult vem apoiando, a exemplo do Carnaval Outro Negro. Nada mais justo e coerente que estas açõestenham visibilidade durante o carnaval, reconhecendo-se dessa forma a  formação identitária da segunda cidade mais negra do mundo (Salvador)”, destaca Arany. Carnaval Pipoca Idealizado para promover o contato do público com a diversidade artístico-cultural, o Carnaval Pipoca levará aos convencionais circuitos Dodô (Barra/Ondina) e Osmar (Campo Grande) ritmos como Rap, Samba, Reggae, Rock, dentre outras,  com uma média de 108 horas de muita música. Os 22 projetos de apresentação aprovados estarão distribuídos nos circuitos de sexta(8) à terça (12) de Carnaval. O investimento de R$ 2,3 milhões irá garantir custos de contratação dos projetos, trios e produção. Critérios como qualidade, relevância, diversidade do som foram fundamentais para a seleção dos projetos. O Carnaval Pipoca ainda inclui shows dos artistas credenciados nos largos do Pelourinho durante o mês de janeiro. No dia 4 de janeiro aconteceu o primeiro show, Rap Bahia, com os Djs Da Ganja, Dj KL Jay, Coscarque, Fall, Blequimobil e Kiko. As apresentações do “pré – Carnaval Pipoca” continuam até o dia 31 de janeiro. Outros Carnavais Durante os dias de festa, os foliões da capital baiana poderão aproveitar ainda as atrações da 19ª edição do Palco do Rock, em Piatã. Contando com apoio de R$ 200 mil o espaço irá reunir, entre os dias 9 e 12 de fevereiro, 36 artistas e grupos musicais do segmento de caráter local, nacional e internacional focados no rock pesado. O investimento da Secult/BA na festa momesca se estende também ao Carnaval de Maragojipe, no interior do Estado, no qual será investido o equivalente a R$ 300 mil, através do Instituto do Patrimônio Cultural (IPAC). Com uma tradição de mais 180 anos, a festa nesta cidade do Recôncavo possui força e singularidades mantidas pelo povo, sendo reconhecida e registrada como Patrimônio Cultural do Estado da Bahia. Dentre as variadas manifestações singulares do Carnaval de Maragojipe está a cultura das máscaras, onde maragojipanos e visitantes incorporam suas fantasias, transformando a festa momesca numa propulsão de cores.  Ao firmar parceria com a Associação de Músicos de Maragogipe, o instituto reforça o objetivo governamental de valorização e difusão das festas populares. . Veja a programação: - Carnaval do Pelô - Carnaval Pipoca