02/04/2013
Em sua 7ª edição, o VIVADANÇA Festival Internacional vai reunir em Salvador, durante todo o mês de abril, artistas, companhias, pesquisadores e outros profissionais da área do Brasil e do mundo, para apresentar e discutir as produções contemporâneas de dança. O festival, o maior do gênero no Norte/Nordeste, foi o único projeto da região contemplado em O Boticário na Dança, uma plataforma de incentivo ao desenvolvimento de projetos no segmento em todo o Brasil, destacando a relevância conquista nacionalmente pelo evento.
Pelo segundo ano consecutivo levará parte de sua programação para Belo Horizonte (MG) e, pela primeira vez, espetáculos e oficinas serão realizados no município baiano de Camaçari. Entre as três cidades, o VIVADANÇA ocupa oito teatros, além do Passeio Público, em Salvador. “Realizamos um festival amplo, que dialoga com a cidade e cada vez mais estende seus horizontes, celebrando a dança e promovendo diálogos”, define Cristina Castro, criadora, diretora artística e curadora do evento. Ao todo, o festival que tem o patrocínio master de O Boticário e do Governo do Estado da Bahia através do Fazcultura, além do patrocínio do BNDES e do Governo Federal através da Lei Rouanet, contará com 22 espetáculos em cerca de 60 apresentações e realizará 30 oficinas gratuitas, duas mesas-redondas, mostra de 40 vídeos sobre dança, duas exposições de artes visuais e lançamento de livro, além de viabilizar a produção de um espetáculo baiano de dança inédito através do Prêmio VIVADANÇA. O projeto, uma releitura contemporânea do clássico balé Giselle, pelo solista Eberth Vinícius, foi selecionado dentre 18 escritos. Outras fronteiras - A programação internacional traz obras de oito países. Dentre eles, alguns cuja produção em artes cênicas não costuma circular pelo Brasil, a exemplo da República do Chade e Israel. Três interpretes-criadores - Rodrigue Ousmane (Chade) e Noa Algazi e Eran Gisin (Israel) - integram o programa de vencedores do Internationales Solo-Tanz-Theatre Festival (Alemanha), com obras também de Portugal, Canadá e Estados Unidos. Na programação de espetáculos, o VIVADANÇA traz ainda montagens da França, México e Japão, além de uma produção que combina a energia afro-baiana com o butô oriental, resultado de uma parceria entre o Bando de Teatro Olodum e o mestre Tadashi Endo. Mais uma vez, o festival levará a arte das ruas para o palco na Mostra Hip Hop em Movimento, que conta com oficinas (de break dance, grafitti e DJ), mesa-redonda, feira, além de uma batalha de break. A mostra será encerrada com o show do rapper e apresentador de TV, Thaíde. Pelo sexto ano, o festival também abrirá espaço para artistas profissionais e amadores na Mostra Casa Aberta, que em 2013 recebeu mais de 160 inscrições. Nesta sétima, o festival reúne cerca de 200 artistas e outros profissionais de dança, além dos 500 participantes da Mostra Casa Aberta. O festival é realizado da Baobá Produções Artística e Teatro Vila Velha. A direção de Produção é de Luiz Antônio Jr., e de Administração, Rafael Matos. Formação e reflexão - A programação do festival se completa com atividades voltadas para a formação e de caráter reflexivo, com oficinas ministradas por artistas e pesquisadores, com conteúdos variados, que vão de danças tradicionais a técnicas contemporâneas, de dramartugia da dança à abordagem crítica de espetáculos.
