24/07/2013
A previsão é que mais de 200 mil pessoas possam ser beneficiadas diretamente com a 2ª etapa do ‘Projeto Circuitos Arqueológicos’, cuja abertura começa hoje (24) e termina amanhã (25) na cidade de Morro do Chapéu, localizada a 370 km de Salvador, na região central da Bahia, a Chapada Diamantina.
O número representa a soma das populações dos 12 municípios beneficiados pela iniciativa do Governo do Estado, realizada pela Secretaria de Cultura (Secult-Ba) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), em convênio com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e parceria das prefeituras locais. Participam Andaraí, Boninal, Ibicoara, Mucugê, Piatã, Utinga, Morro do Chapéu, Iraquara, Lençóis, Palmeiras, Seabra e Wagner.
No evento de Morro, além de prefeitos e representantes das prefeituras, estão presentes professores e pesquisadores da Ufba, técnicos e dirigentes estaduais, representantes das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Turismo, Planejamento e Cultura, além da sociedade civil organizada e empresários da região.
“Na primeira etapa, promovemos mobilizações, oficinas e cursos em seis municípios, sensibilizando 1,8 mil pessoas e conseguindo 450 multiplicadores”, diz o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Na segunda etapa, a iniciativa avança com esses participantes e prováveis parcerias público-privadas. Até final de 2014, com o projeto implantado, os municípios terão benefícios diretos com o incremento do turismo cultural, o que vai propiciar o desenvolvimento sustentável da região e a melhoria efetiva da qualidade de vida das populações residentes que totalizam mais de 200 mil pessoas.
SÍTIOS MAPEADOS – O projeto da Secult/IPAC/Ufba também já mapeou 67 sítios de pinturas rupestres na Chapada e promoveu 43 oficinas, resultando em nove roteiros de visitação e nove exposições em vários municípios da região. “Nesta segunda etapa, agregamos mais seis municípios, além dos seis anteriores. Vamos promover escavações nos sítios arqueológicos e novas ações de educação patrimonial”, relata Mendonça.
Ainda na primeira etapa, foram realizados Seminário Internacional de Arte Rupestre com estudiosos franceses e a renomada arqueóloga Niéde Guidon, o 5º Seminário de Arte Rupestre e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre. Em 2011, foi montada a exposição Circuitos Arqueológicos em Salvador, no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho.
DESENVOLVIMENTO – O projeto começou em 2010 e propõe ações de Turismo Cultural e Desenvolvimento Sustentável para municípios dessa região central da Bahia, cuja paisagem foi formada milhões de anos atrás. Além dos bens paisagísticos e naturais, a Chapada detém importante acervo arquitetônico-urbanístico dos séculos XVIII, XIX e XX. A proposta é preservar e promover os bens culturais – materiais e imateriais – e arqueológicos existentes, articulando os poderes públicos, instituições culturais e acadêmicas, e a sociedade.
Hoje (24) acontece apresentação do 1° Geoparque da Bahia e lançamento do livro ‘Chapada Diamantina’, de Rui Resende. Amanhã (25), mesa redonda com o tema `Preservando e promovendo o patrimônio cultural de Morro’, com participação de Nobabi Chaar, restauradora da Fundação de Arte de Ouro Preto (MG).
Outros dados sobre o ‘Projeto Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina’ são fornecidos na Coordenação de Articulação e Difusão (COAD) do IPAC via telefone (71) 3116-6945 ou endereço eletrônico coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado também via site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.
