08/08/2013
Uma mistura inusitada no cenário teatral baiana é o que promete o drama-oração “Kali, Senhora da Dança”, em cartaz, às 20 horas, no Teatro do Icba, com ingresso a R$ 8,00 (preço único). A temporada vai de quinta a sábado, às 20 horas, até 17 de agosto. A montagem é apoiada pela chamada pública Demanda Espontânea, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
A partir de uma experiência psicofísica, Adelice Souza, autora, diretora e intérprete da montagem, criou uma dramaturgia que reúne yoga, artes cênicas e o mito da Deusa hindu, Kali. Fruto da dissertação do mestrado em artes cênicas da artista, o trabalho apresenta 8 qualidades/personificações de Kali.
Em cena sozinha, Adelice Souza (também dramaturga, escritora e diretora premiada) dança, canta, apresenta movimentos do yoga, fala mantras, num espetáculo inusitado. Uma curiosidade: a iluminação de “Kali, Senhora da Dança” será feita por velas.
São oito pequenas cenas em que situações do cotidiano feminino se misturam com as personificações de Kali, Deusa da Dança e do Tempo.
Adelice (dirigiu “ “Jeremias, Profeta da Chuva”, “Red não é Vermelho”, entre outras peças) se inspirou nos ensinamentos e movimentos do yoga, intercalando com as histórias de mulheres, que podem viver aqui, no Japão, na África, na Índia.
Oito atrizes de grande destaque do teatro baiano gravaram os textos para as cenas: Hebe Albes, Meran Vargens, Evelyn Buchegger, Aicha Marques, Simone Brault, Márcia Andrade, Iami Rebouças e Giciane Reis.
A cenografia é de Luís Parras; assistente de direção, Giciane Reis; figurino, Rino Carvalho; iluminação, Fritz Guttman; trilha sonora, Emerson Cabral e Cassius Cardozo; adereços, Agamenon Abreu; fotografia, David Glat; vídeo, Danilo Scaldaferri. A produção é da Finos Trapos Produções.
