Espetáculo Cartografia do Abismo fica em cartaz às sextas e sábados até 21 de setembro

04/09/2013

Um espetáculo solo em que o ator está a menos de um metro dos espectadores. Com depoimentos do ator Caio Rodrigo, direção de Luis Alonso e abordagem dos textos de Antonin Artaud (adaptado por Caio Rodrigo e Hilda Nascimento), Cartografia do Abismo retrata sentimentos extremos como loucura e lucidez.  É um jogo de realidade e ficção, uma espécie de delírio entre ator e autor. O dramaturgo francês, Antonin Artaud, que inspirou o espetáculo, era considerado louco por suas ideias e pelo conflito entre seus delírios e a ordem social, chegando a ser internado em manicômios franceses e submetido a tratamentos que, na atualidade, são duvidosos. O discurso leva o espectador a questionamentos sobre os papeis artísticos, sociais e éticos. Fica em cartaz até 21 de setembro, sempre às sextas e sábados, às 21h, na Casa 149 (espaço alternativo onde também funciona o restaurante La Taperia, na Rua da Paciência 149, Rio Vermelho). Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia). Venda no local ou reserva pelo telefone (71) 9134-3535.
O projeto – apoiado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia– busca a experimentação ao unir ator e plateia, num ambiente de apenas 40 lugares. “Buscamos um espaço intimista, em que fosse possível olhar no olho do espectador. Esta ideia de investigar e experimentar outros espaços, a relação com a plateia e, junto com isso, investigar o espaço do ator, é um projeto antigo, ainda do tempo da universidade. Com este projeto, unimos estas vontades”, revelou o ator Caio Rodrigo, que aparece só em cena. Ao final de cada espetáculo, um bate-papo com artistas, psicólogos e o próprio público discutirá a arte e a loucura na contemporaneidade. Para dar ritmo ao texto, a direção de Luis Alonso propõe abordar a fronteira entre os espaços de realidade, ficção e não-ficção, e estabelecer um diálogo com a obra do Artaud, que traz um pensamento ético e contemporâneo, o conflito e a sua poética. “Exploramos o poder do teatro de investigar esta realidade, estas varias características na obra do Artaud. A questão visual também é muito importante, faz parte da estética do espetáculo e busca recriar o universo do Artaud”, comentou Luis Alonso.