20/09/2013
A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia promove a oficina de cinema com o roteirista e diretor Geraldo Sarno, de 30 de setembro a 04 de outubro, das 17h às 21h, na sala 06 da Biblioteca Pública do Estado da Bahia. As inscrições, oferecidas somente para profissionais e estudantes de cinema, são gratuitas e estão abertas até o dia 23 de setembro (segunda-feira). Aqueles que tiverem presença registrada em 80% das aulas, receberão certificado de participação.
Geraldo Sarno é autor de um clássico do cinema documental brasileiro, Viramundo (1965), sobre a migração nordestina para São Paulo, o primeiro de uma série de estudos sobre a cultura do Sertão. Começou a carreira no início dos anos 60 como integrante do Centro Popular de Cultura da Bahia (onde nasceu, em 1938). Realizou filmes em 16mm sobre a reforma agrária, entre eles Mutirão em Novo Sol (1963), que se perderam após o golpe militar de 1964.
Trabalhou também o tema da religiosidade popular em Iaô (1976), sobre os cultos afro-brasileiros, e Deus é um fogo (1987), sobre o catolicismo e as esquerdas latino-americanas. A partir de 1999, em complemento ao trabalho de reflexão estética iniciado com a revista Cinemais, realiza uma série de documentários intitulada A linguagem do cinema, composta de entrevistas com diretores brasileiros, entre eles Walter Salles, Júlio Bressane, Carlos Reichenbach, Ana Carolina e Ruy Guerra. Realizou também alguns longas-metragens de ficção.
Filmografia selecionada:
- O último romance de Balzac (2010). Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado de 2010.
- Tudo isso parece um sonho (2008). Prêmio de melhor direção no Festival de Brasília.
- Deus é um fogo (1987)
- A terra queima (1984)
- Eu carrego um sertão dentro de mim (1980)
- Coronel Delmiro Gouveia (1977)
- Casa grande e senzala (1974)
- O pica-pau amarelo (1973)
- A cantoria (1971)
- Jornal do Sertão (1970)
- Padre Cícero (1970)
- Vitalino/ Lampião (1969)
- Viva Cariri! (1969)
- Viramundo (1965)
