03/10/2013
Cerca de 100 alunos do ensino médio das escolas Central e Teixeira de Freitas, da Secretaria de Educação (SEC), em Salvador, começam amanhã (04) a produção de painéis para a exposição ‘Vi-Ver o Patrimônio’ a ser aberta nos dois colégios até o final deste mês (outubro, 2013). Os painéis mostrarão o processo de aprendizado do projeto – de mesmo nome – vencedor dos Editais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura (Secult-BA), responsável pela execução da política pública estadual de proteção aos bens culturais da Bahia.
O Projeto ‘Vi-Ver o Patrimônio’ começou sua programação no início de julho (2013) com apoio financeiro do Fundo de Cultura e IPAC/Secult-BA, formatado em quatro turmas, cada uma com 25 alunos. A proposta foi fazer com que os estudantes vissem a cidade de Salvador sob nova perspectiva, através de atividades práticas com oficinas e debates sobre os bens culturais e as riquezas artísticas e histórico-arquitetônicas da capital baiana. Segundo a coordenadora, Elisângela Leão, o projeto reuniu cincodisciplinas voltadas para a vivência e aproximação com o patrimônio. “Confiaremos a preservação desses monumentos às novas gerações, por isso, eles precisam de ferramentas, de conhecimento, de sensibilização para que reconheçam a riqueza dessa herança”, diz Elisângela.
Foram realizados estudos dos bens patrimoniais, visitas a edificações importantes, cadastros, aulas de tecnologia para documentação e registro do bem cultural, oficina de produção de azulejos, avaliação da degradação dos materiais e, principalmente, destacada a importância da preservação e do sentido de identidade cultural de um povo. “Ficou evidente a transformação por que passaram os estudantes, com a descoberta das informações, a melhoria dos desenhos e dos cadastros”, comenta a coordenadora. Na programação, constaram ainda cerimônias com ex-alunos do Colégio Central, Paulo Segundo, representando a Santa Casa de Misericórdia, o professor da Faculdade de Arquitetura (FAUfba) e um dos mais conceituados especialistas em fortificações no Brasil, Mario Mendonça, além da professora Odete Dourado da FAUfba, dentre outros.
PARTICIPAÇÃO e TRANSPARÊNCIA – A assessora-chefe da Assessoria Técnica (Astec) do IPAC, Margarete Abud, explica que a política cultural de editais da área de patrimônio apoia ações que beneficiam bens materiais e imateriais, sítios arqueológicos, arquitetura e urbanismo. “Os projetos devem objetivar preservação, salvaguarda, restauração, valorização, pesquisa, inventário, difusão, dinamização, formação e/ou educação patrimonial”, diz Margarete. Para ela, os editais possibilitam ainda mais transparência e democratização dos recursos públicos. “Os editais auxiliam na descentralização da política cultural e provocam a participação da sociedade civil, com ideias, projetos e ações práticas”, finaliza a assessora do IPAC.
“Este é um projeto-piloto aplicado nas bases da formação cultural dos jovens, o que pode evitar ações degradantes como o vandalismo e pichação dos monumentos”, explica Elisângela. Ela afirma que é preciso conhecer para valorizar, criar vínculos. Amanhã (04) e sábado (05), os estudantes fixarão os painéis nas escolas. O próximo passo será a análise dos resultados para futuras edições. Mais informações são disponibilizadas pela Coordenação de Editais do IPAC via telefone (71) 3117-7482 e endereço eletrônico editais.ipac@gmail.com. Dados sobre outros projetos, programas e obras do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, no facebook Ipacba Patrimônio e no twitter @ipac_ba.
