04/10/2013
Por Giuliana Kauark e Vitor Barreto, da Diretoria de Espaços Culturais da SecultBA
Provocar uma articulação entre os espaços culturais da Bahia; possibilitar o intercâmbio de experiências; qualificar o diálogo entre estes e outras instâncias da sociedade no sentido de melhorar as suas atuações; organizar as demandas dos espaços culturais para uma intervenção pública mais coordenada, seja nos âmbitos municipal, estadual ou nacional.
Não é de hoje que conhecemos propostas como essas. Não é de hoje também que surgem iniciativas que pretendem criar condições que qualifiquem esse diálogo. Neste sentido, mais um passo está sendo dado com a realização da I Conferência Setorial de Espaços Culturais da Bahia, no dia 06 de outubro de 2013 (domingo), a partir das 8h, na Faculdade de Arquitetura / PAF VI da UFBA.
A articulação dos setores da cultura constitui um dos pressupostos fundamentais para o bom funcionamento do Sistema Nacional de Cultura. Nesta perspectiva, a realização da Conferência Setorial nos apresenta a oportunidade de reiterar a pauta dos espaços culturais na agenda da política pública de cultura da Bahia e do Brasil. Assim como museus e bibliotecas têm planos e sistemas específicos, seria importante que os espaços culturais também passassem por este processo de institucionalização.
E qual é a importância de participar de um momento como este? Daremos um exemplo. Em outubro de 2011 foi sancionada em Salvador a Lei Municipal 8.091 que proíbe o uso de celular em filmes e espetáculos cênicos e multa os espaços culturais que não tomarem as providências imediatas para o desligamento destes aparelhos em casos de flagrante. Esta proposta de lei foi discutida com o setor? Como ela vem sendo fiscalizada? Qual é o impacto da lei no funcionamento e gestão dos espaços? Quais medidas eles devem implementar para cumpri-la? Na Conferência não trataremos especificamente deste assunto, mas qual é a melhor forma de nos organizarmos em torno de questões como estas?
Outros exemplos são possíveis, e talvez o mais premente seja a questão do financiamento. Como garantir ou contribuir para a sustentabilidade dos espaços culturais num estado como a Bahia? Qual é o contexto em Salvador e no interior? Existem ações de intercâmbio entre espaços públicos e privados que possam ser fomentadas? Qual é a avaliação das linhas de financiamento já existentes? Quais as demandas mais emergenciais ainda não atendidas?
Acreditamos que essas e outras perguntas nos guiarão na I Conferência de Espaços Culturais. A qualidade do diálogo e das propostas que aprovaremos dependerá da participação de todos.
