Aberta Bienal de Jovens Criadores dos Países de Língua Portuguesa

04/12/2013

Fotos: Nadjane Moraes/SerinBA

Uma mistura de cores, vozes, coreografias e culturas unidas em torno da mesma língua. A abertura da 6ª Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na noite de terça-feira (03), no Teatro Castro Alves (TCA), foi uma mostra dos talentos que serão apresentados no evento até o próximo dia 7. Os representantes de São Tomé e Príncipe, Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Cabo Verde e Brasil uniram suas habilidades artísticas em um belo espetáculo. A troca de experiências, um dos principais objetivos do encontro, começou com os ensaios dos participantes.  “Nesses dias, fizemos músicas juntos, dançamos juntos, convivemos, e eu estou adorando. A integração está sendo maravilhosa e o Brasil está nos acolhendo de uma forma muita boa”, disse a jovem angolana Marta Domingos. A cerimônia de abertura contou ainda com a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), da secretária nacional de Juventude (SNJ), Severine Macedo, e dos secretários estaduais de Relações Institucionais (Serin), Cezar Lisboa, e da Cultura (Secult), Albino Rubim.

“Esperamos que a Bienal traga um grande congraçamento e uma experiência de conhecimento mútuo das culturas. E é importante que isso comece pelos jovens, que têm uma abertura para o novo. Trata-se de um importante momento político e cultural para a Bahia e para o Brasil” afirmou Albino Rubim, que destacou a importância do evento para a consolidação da CPLP. “Os países que falam a língua portuguesa estão unidos, a conviver em um mesmo lugar. Minha expectativa, com a Bienal, é que esses jovens não se sintam estrangeiros com seus próprios irmãos”, disse o diretor geral da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos do Timor Leste, José Luiz Oliveira.

Visibilidade da produção Além de promover a integração entre os jovens dos países de língua portuguesa e ampliar o debate sobre as políticas públicas voltadas para o segmento, a Bienal dá visibilidade à produção dos participantes. Segundo a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, incentivos como esse são necessários para que o trabalho dos jovens artistas seja conhecido e valorizado. “É uma maneira de dar visibilidade e de abrir oportunidades. Não é um espaço de comercialização, mas pode originar negócios, integração cultural, novas políticas e melhoria da renda destes jovens”. Para o encontro, foram selecionados 35 projetos brasileiros, sendo seis do estado da Bahia. Os trabalhos, relacionados às diversas linguagens artísticas como dança, música e literatura, serão apresentados durante a Bienal no Complexo Cultural dos Barris e nas praças do Pelourinho. A programação, que inclui seminários, oficinas, exposições e shows, é aberta ao público e está disponível nos sites www.juventude.gov.br/bienalcplp e www.serin.ba.gov.br. Escolha da Bahia “A Bahia é uma espécie de mãe cultural do país”, afirmou o ministro Gilberto Carvalho ao pontuar algumas das razões para escolha da sede da 6ª Bienal de Jovens Criadores da CPLP, primeira realizada no Brasil. “A riqueza de cada país é imensa; então todo mundo ganha quando a gente faz um intercâmbio como esse. Queremos promover uma integração de todos os países que falam essa nossa nobre língua, o português, que nos permite a comunhão com esses povos”, completou. Segundo o coordenador de políticas de Juventude da Secretaria Estadual de Relações Institucionais, Vladimir Costa, a Bahia é, neste momento, o pólo dos países de língua portuguesa. “As diversas juventudes estão debatendo aqui as suas expectativas, conceitos artísticos e culturais, mas também propostas para garantia dos seus direitos”, falou. Sobre a Bienal Com o tema “Política de Juventude e Cultura Livre”, a 6ª Bienal de Jovens Criadores da CPLP visa consolidar esse espaço como um fórum de diálogo, incentivando, apoiando e promovendo a criatividade, inovação e empreendedorismo da juventude lusófona. O evento é uma realização da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, em parceria com os ministérios da Cultura, do Esporte e das Relações Exteriores, além das secretarias estaduais de Relações Institucionais, via Coordenação de Políticas de Juventude, e da Cultura. Também participaram do processo a antiga Secretaria de Relações Internacionais e as secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial, de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, do Turismo e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.