06/12/2013
VI Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa acontece até 7 de dezembro, em Salvador
O secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, proferiu uma palestra, na última quinta-feira (5), com o tema “Papel da Cultura no Desenvolvimento Integral da Juventude”, no Complexo Cultural dos Barris, em Salvador, como parte da programação da VI Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Na ocasião, o titular da pasta revelou a alegria que é receber a VI Bienal em Salvador, “em especial após o período em que o Brasil esteve afastado desta comunidade”. “Faço votos de que o nosso país participe mais ativamente das atividades da Comunidade”, completou. Em sua explanação, Rubim chamou atenção do público para uma questão: a impossibilidade de se falar de juventude no singular. “O termo ‘juventude’ não se refere apenas a um dado biológico, mas é, principalmente, um dado cultural. Há infinitas dimensões da juventude, como etária, histórica, educacional, econômica, social, política, sexual... Apesar desta diversidade, se ‘criou’ o termo ‘cultura jovem’, pois sempre há ideias e culturas comuns entre os jovens”, explicou. Ainda segundo o secretário, o principal benefício deste evento, que articula a comunidade lusófona em intercâmbio de experiências culturais, é aproximar os jovens para que coloquem suas culturas juvenis em contato. Além de Albino Rubim, compuseram a mesa Paulo Gouveia, presidente do Clube Português de Artes e Ideias (CPAI), Juana Nunes, diretora de Educação e Comunicação para Cultura, da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Helder Injojo, deputado de Moçambique, e Olívia Santana, chefe de Gabinete da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia. A VI Bienal da CPLP acontece de 3 a 7 de dezembro. Gouveia fez um histórico das bienais e explicou como o projeto surgiu no Clube: a princípio como sugestão ao governo português e, depois, proposto à CPLP. Em seguida, Juana, em sua fala, declarou que para haver o pleno desenvolvimento social da juventude deve existir uma sólida aliança entre a educação e a cultura. “O MinC está trabalhando para valorizar a diversidade cultural brasileira desde os primeiros anos escolares até o nível universitário, bem como para democratizar os meios de comunicação”. Alguns exemplos citados pela diretora são os programas Mais Cultura nas Escolas e Mais Cultura nas Universidades. Já Injojo trouxe dados sobre Moçambique: “No meu país, 60% da população é formada por jovens. Desta forma, não podemos falar da população moçambicana nem de cultura sem falar da juventude”. Para ele, “Cultura é um elemento basilar para o desenvolvimento de uma nação”. Outra autoridade presente – porém como expectador – foi José Luís de Pádua Oliveira, diretor geral da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, de Timor Leste. Após fazer um breve relato histórico, Oliveira mostrou como o povo do seu país se uniu, por meio da língua portuguesa e do catolicismo, para superar a invasão indonésia em 1975. Aberta a rodada de perguntas, o público colocou aspectos como a necessidade de se ampliar o programa Ponto de Cultura, do MinC, de se elevar a autoestima da juventude e de se remunerar os jovens que trabalham com arte e cultura para que eles vejam que é possível viver por meio da Cultura. VI Bienal de Jovens Criadores da CPLP – Foram selecionados 220 criadores com idades entre 18 e 30 anos para participarem do evento, que é realizado no Brasil pela primeira vez. Cem destes jovens são brasileiros, provenientes das cinco regiões do país, e os 120 restantes são dos outros seis países membros da CLPL: Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. Em 2012, após sofrer um golpe de estado, Guiné Bissau foi suspenso da Comunidade. Sobre este aspecto, o secretário de cultura Albino Rubim ressaltou que um dos valores dos países membros da CPLP é o compromisso com a democracia. A VI Bienal conta com uma ampla programação, com oficinas, seminários, exposições e agendas culturais, toda gratuita e aberta ao público. Os debates estarão concentrados no Complexo dos Barris e a programação cultural acontecerá, na sua grande maioria, nos espaços do Pelourinho. Clique aqui e acesse o site oficial do evento Clique aqui e confira a programação completa do evento
