27/03/2014
O conselheiro de cultura Araken Vaz Galvão foi homenageado na tarde desta quarta-feira, 26, durante o III Fórum do Pensamento Crítico, no Teatro Castro Alves (TCA). No mesmo dia, no turno da manhã, Galvão assumiu o posto de presidente interino no Conselho Estadual de Cultura, cargo que ocupará até que seja finalizado o processo de eleição para a escolha do novo líder do órgão.
A homenagem feita ao conselheiro de cultura é baseada em sua participação na guerrilha armada durante o período da ditadura militar (1964-1985). Ele participou da Guerrilha do Caparaó, movimento considerado o primeiro levante de resistência ao poderio militar e que aconteceu entre os anos de 1966 e 1967, na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais.
A participação como guerrilheiro fez com que Araken fosse expulso do Exército em 1964, onde tinha o posto de sargento. À época, acabou preso com outros companheiros de luta e, após ser julgado, foi condenado. Após fugir da prisão, se exilou no Uruguai. Hoje, anistiado, é capitão da reserva do Exército Brasileiro.
“Fiquei seis anos na clandestinidade, quatro preso e onze anos exilado, então, fico emocionado e sensibilizado com esta homenagem, pois é preciso que se lembrem daqueles que lutaram por um país democrático”, disse, após a cerimônia no Fórum do Pensamento Crítico.
RENOMADOS – O presidente interino do Conselho Estadual de Cultura foi homenageado pela segunda mesa do Fórum do Pensamento Crítico, que teve como tema “O descompasso do proibir: cultura e contracultura na Bahia”. Na ocasião, foi revisto como a censura afetou as manifestações de artistas, intelectuais e profissionais da comunicação.
Fizeram parte da mesa o jornalista e editor-chefe do site Terra Magazine, Bob Fernandes, os professores Renato da Silveira e Paulo Miguez, ambos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil, Luíza Bairros, o professor e membro da Academia Brasileira de Música Paulo Costa Lima, e o escritor e diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Marcelo Rezende.
*Crédito da foto: Fundação Pedro Calmon / Divulgação
