Governo do Estado premia autores de obras literárias infantis

03/06/2014

A tarde foi de co­me­mo­ração no au­di­tório do Ins­ti­tuto Anísio Tei­xeira (IAT), na Av. Pa­ra­lela, nesta se­gunda-feira (2/06), quando a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e a Se­cre­taria da Edu­cação do Es­tado da Bahia (SEC) pre­miaram os 16 au­tores bai­anos e as 19 obras se­le­ci­o­nadas no edital de obras de li­te­ra­tura in­fantil. A ini­ci­a­tiva, que in­tegra as ações do Plano Es­ta­dual do Livro e Lei­tura, pro­move um mo­vi­mento de va­lo­ri­zação dos au­tores lo­cais, da cul­tura baiana, de in­cen­tivo à lei­tura e, ainda, con­tribui para a al­fa­be­ti­zação das cri­anças até os oito anos de idade. Cada obra se­le­ci­o­nada será con­tem­plada com o prêmio de R$ 10 mil. Pre­sente na so­le­ni­dade, o se­cre­tário de Cul­tura, Al­bino Rubim, des­tacou a im­por­tância da par­ceria entre edu­cação e cul­tura. “Esse acon­te­ci­mento, que dá às cri­anças a pos­si­bi­li­dade de ter acesso a mundos fan­tás­ticos, é muito im­por­tante, pois apro­xima duas áreas que não podem estar dis­tantes. Com esse edital e com o Plano Es­ta­dual do Livro e da Lei­tura, ca­mi­nhamos para es­treitar cada vez mais essa re­lação”. No total, serão dis­tri­buídos cerca de 800 mil li­vros, em 21 mil salas de aula de pri­meiro e se­gundo ano do en­sino fun­da­mental na Bahia. Os li­vros irão compor o ma­te­rial di­dá­tico de es­tu­dantes do pri­meiro e do se­gundo ano do en­sino fun­da­mental, dos mu­ni­cí­pios bai­anos que ade­riram ao pro­jeto Pacto com Mu­ni­cí­pios pela Al­fa­be­ti­zação. “Esse mo­mento sig­ni­fica um marco na pro­dução li­te­rária do Es­tado e no pro­cesso de al­fa­be­ti­zação das nossas cri­anças. Essas obras farão a di­fe­rença por trazer uma li­te­ra­tura con­tex­tu­a­li­zada, que vai mexer com a ima­gi­nação das cri­anças, for­ta­le­cendo o tra­balho de­sen­vol­vido pelo Pacto, este pro­jeto que ofe­rece a cada cri­ança do nosso Es­tado o di­reito de aprender”, frisou o se­cre­tário da Edu­cação do Es­tado da Bahia, Os­valdo Bar­reto. As obras e seus au­tores – Se­le­ci­o­nada com duas obras no edital, a au­tora Cla­rissa Braga dá vida às suas his­tó­rias com os li­vros Amigos de re­pente e O canto mais lindo que já se ouviu. “Muitas cri­anças irão se ver nas obras porque elas re­fletem um pouco da cul­tura do in­te­rior, que é di­fe­rente do que se vê na ci­dade”, re­velou Cla­rissa. “Esse edital abre um pre­ce­dente para com­par­ti­lhar os nossos so­nhos. Não vemos um autor pu­blicar um livro sem pre­cisar de edi­tora, e nós ga­nhamos essa opor­tu­ni­dade de ver a nossa his­tória, con­tada por nós mesmos”, acres­centou. Tra­zendo a his­tória da Branca de Neve do sertão, Pa­trícia Lins ho­me­na­geia uma das per­so­na­gens mais fa­mosas dos contos de fada, ao mesmo tempo em que apro­xima a nar­ra­tiva do co­ti­diano cul­tural baiano em Ama­rela da seca. “O livro apro­xima a Branca de Neve da re­a­li­dade das cri­anças do Nor­deste. Na obra, a Branca de Neve é uma me­nina do sertão, e ela traz a men­sagem que as di­fe­renças não im­portam, o que im­porta mesmo é a ami­zade, e que cri­ança tem que ser cri­ança. Isso tudo de uma ma­neira lú­dica, para que as cri­anças te­nham o prazer de ler”, contou a au­tora. >> Con­fira lista com­pleta dos au­tores pre­mi­ados aqui