Bienal da Bahia, Fundação e Levante da Juventude homenageiam Carlos Marighela

28/08/2014

Na tarde desta quarta (27), o líder baiano da luta contra o regime militar, Carlos Marighela foi homenageado, em seu túmulo, no Cemitério Quintas dos Lázaros (Baixa de Quintas), com um Ato organizado pela 3ª Bienal da Bahia em parceria com a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado e o Levante Popular da Juventude. Jovens, estudantes do colégio estadual Carlos Marighela (Stiep), ativistas e militantes se fizeram presentes na homenagem, que contou com canções, poesia e leitura de textos do livro do jornalista Mário Magalhães, que atuou com Marighela.

Para o membro da Comissão da Verdade e do Grupo Tortura Nunca Mais, Joviniano Neto, presente no Ato, a Bahia está pagando suas dívidas e recuperando o fio da história. “A Bienal já foi isso, recuperou a história que a Ditadura tentou interromper há 40 anos. Hoje tivemos dois momentos pagando essa dívida, um foi a presença da Escola Carlos Marighela, que escolheu esse guerreiro que morreu na luta pelos seus ideais e outro foi o Levante, que fez algo muito bonito, que foi contar a história pela poesia, pelas palavras. Como eles disseram, Marighela sempre será lembrado”, disse.

O militante chamou atenção ainda para o Memorial da Resistência da Bahia, que está sendo construído pelo governo do estado na Rua João de Deus (Pelourinho), espaço que vai guardar e expor documentos e obras daqueles que combateram a opressão na Bahia, desde as lutas ancestrais – como a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-38) -, até embates mais recentes, com destaque para a oposição à Ditadura Militar.

Na ocasião, a escola Carlos Marighela presenteou a Fundação Pedro Calmon com exemplares do fardamento da unidade, como um símbolo da memória de vida e luta do líder, assassinado em 4 de novembro de 1969, em uma emboscada armada pelo extinto DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social) de São Paulo.

A 3ª Bienal da Bahia é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado (SECULT-BA).