05/09/2014
[caption id="attachment_51428" align="aligncenter" width="453" caption="Fotos: Ana C. Araújo"]
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Ato final ocorrerá ao longo de todo o dia de domingo no bairro do Dois de Julho, com café da manhã coletivo e atividades artísticas gratuitas
Um café da manhã comunitário, um cortejo musical e diversas ações nas áreas de criação visual, teatro, dança e performance vão marcar neste domingo, 7 de setembro, o encerramento oficial da 3ª Bienal da Bahia. Durante cerca de 100 dias, o evento mobilizou a cidade de Salvador e outros municípios baianos com uma programação focada em diferentes formas de diálogo com o público, estimulando novas linguagens artísticas e a busca de um formato fora do convencional. A Bienal foi realizada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/ Secult-BA, sob coordenação do Museu de Arte Moderna. A programação de encerramento do evento estará concentrada no Largo Dois de Julho, no Centro da cidade, a partir das 9 horas, quando começa o “café da manhã coletivo”. A proposta é que cada pessoa do público compareça à Vila Coração de Maria (Rua Democrata 12, Bairro 2 de Julho) levando a sua própria comida, num piquenique festivo. A partir das 13 horas, as ações artísticas de encerramento da Bienal, com apresentações de grupos de teatro, música e performance, têm início no Coreto do Largo Dois de Julho. Finalmente, de 16 horas até à noite, as ruas do bairro serão palco do Cortejazz – É Nordestino?, cortejo musical liderado pelo músico Ivan Huol, com participação de diversos outros músicos convidados, que brinca com a principal indagação/conceito feita pela Bienal ao longo dos seus três meses de realização. Os restaurantes e bares do bairro estarão também envolvidos na programação, sediando exibições de projetos visuais. A 3ª Bienal da Bahia promoveu a retomada de um dos mais importantes eventos artísticos já realizados em Salvador. O retorno se deu quase meio século depois da última edição do evento, interrompida bruscamente pela Ditadura em 1968. Como acentuou na época do lançamento o curador-chefe Marcelo Rezende, “a Bienal propõe o resgate de sua história e memória, sem deixar de lado a necessidade de atualizar as intenções originais das primeiras edições do evento”. E isso de fato aconteceu. Ocupando 47 espaços em Salvador, dos mais tradicionais aos mais inusitados, e enveredando por 22 outros municípios baianos, a 3ª Bienal da Bahia mobilizou 336 participantes (entre artistas e pessoas das mais diversas áreas do conhecimento, que interagiram em ações e debates artísticos), além de convidados de 22 países, que realizaram residência artística, projetos especiais e exposições. Público de 80 mil pessoas Ao longo desses três meses de intensa programação (só reduzida em seus lançamentos e aberturas de mostras no período da Copa do Mundo), a Bienal conseguiu também seduzir o público. Contabilizando apenas os principais espaços de Salvador (museus, galerias, igrejas etc) e as ações empreendidas no interior do Estado, o evento teve um público médio de 80 mil pessoas. O mais interessante foi a capacidade que esse público teveem absorver e participar ativamente de toda a programação, que foi bem além do circuito tradicional artístico baseado em exposições, distribuindo-se em encontros, palestras e atividades que proporcionam o debate sobre os diferentes modelos de bienais no Brasil e no mundo, estimulando o convívio entre as diferentes linguagens artísticas, integrando espaços pouco convencionais. Em seu projeto curatorial, a terceira edição do evento propôs a discussão a partir de uma temática central: ‘É tudo Nordeste?’. Em torno desse tema, a bienal transcorreu como um processo vivo, com exibições de filmes, performances, atividades educacionais e encontros/interações com artistas da Bahia, do Brasil e de diversos países. “É uma abordagem na qual qualquer expressão cultural e artística foi considerada e em diversas perspectivas, para além dos muros dos espaços institucionalizados”, avalia Marcelo Rezende. Programação de encerramento 1.VILLA CORAÇÃO DE MARIA (Rua Democrata, 12, bairro Dois de Julho) Café da Manhã com a Bienal, das 9h às 12h (café da manhã coletivo, em que cada um traz sua comida e bebida para partilhar) 2.CORETO DO LARGO Música + Falas, das 13h às 15h Grupo Botequim ? Samba do Indignado Rebeca Sobral [socióloga e membro do Movimento Nosso Bairro é 2 de Julho - MNB2J] Homenagem a Nilson Mendes por Iguabira Veras [ativista cultural e membro do MNB2J] Flavio Lopes [Setorial de Artes Visuais] Ayrson Heráclito [curador da 3ª Bienal da Bahia] Ação Interativa A Caixa dos Sonhos, do Grupo de Pesquisa Lugar Comum Teatro de Figuras Planas, das 15h30 às 16h O Inspetor Cururu. Direção: Caroline Lima Leite. Elenco: Saulo Robledo, Tiago Martinez, Zé Carlos de Deus e crianças convidadas. Trilha sonora: Danilo Fonseca Objeto Campo Santo Salvador, Flávio Marzadro Performance + Música, das 17h50 às 20h Rosário de São Miguel, Fábio Duarte Maminha, Ivana Chastinet Cama de Rua, Sandro Abade Pimentel Invocativa Pulsante, Fao Miranda [com Laia Gaiatta, Heitor Dantas, Antenor Cardoso e Uru Pereira] Quem Há de Dizer, Pedro de Rosa Morais [com Gabriel Marques (violão) e Elisa Goritzki (flauta)] Exibição de projetos visuais, das 20h às 21h 3. CORTEJO NAS RUAS DO BAIRRO 2 DE JULHO, DAS 16H ÀS 17H50 Cortejozz ? É Nordestino? Direção Musical: Ivan Huol Músicos: Uirá Nogueira ? percussão | Ivan Bastos ? percussão | Ivan Huol ? percussão | Joander Cruz ? sax | Diego Rosa ? trombone | Mathias Traut ? trombone | André Tang ? percussão | Felipe Guedes ? clarineta | Bruno Aranha ? acordeon Performance da cabocla, Ivana Chastinet Elementos visuais, Zú Campos Cartazes, Willyams Martins Placas Há Vagas, Marcelus Freitas e Silverino Ojú 4. BARES E RESTAURANTES Exibição de projetos visuais, das 13h às 20h Descança, do projeto Hibridização, Blerta Copa e Mariachiara Mondini, 2014 Na Cidade das Coisas sem Rumo, Diego Haase, 2014 Réquiem para Velha Bahia, Flávio Lopes, 2014 2 de Julho: Célula Pulsante de Resistências, Maya Manzi, 2014 Há Vagas, Marcelus Freitas e Silverino Ojú [registros de Fábio Duarte] Prospecção d’Alma, Claudio Brito Entre Jantares, Maria Pinheiro
