Formação, história e memória do cinema local foram destaque no debate desta quarta (24)

25/09/2014
[caption id="attachment_52439" align="aligncenter" width="480" caption="Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo - Foto: Rosilda Cruz"][/caption] A “Formação em cinema na Bahia” foi tema do debate aberto na quarta, dia 24, na Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo, na sala Walter da Silveira. Os professores e cineastas Umbelino Brasil (Ufba), Milene Gusmão (Uesb), Danillo Barata (Ufrb), Ceci Alves (Unijorge) e Anderson Soares (CineArts) falaram sobre suas vivências no processo de formação de profissionais do setor na Bahia. Soares abriu as discussões com a experiência na produtora independente:  “o CineArts não é um curso, é uma oficina. A gente trabalha de forma diferenciada, funcionando como um curso de especialização, com oficinas de cinema e de documentário”. [caption id="attachment_52440" align="aligncenter" width="440" caption="Ceci Alves, professora da Unijorge, aborda a importância de cursos de produção audiovisual. Foto: Rosilda Cruz "][/caption] A professora Ceci Alves, da Unijorge, falou sobre a importância de cursos de produção audiovisual para “formar pensamentos de produção e não só produtores mecânicos”. Ela lembrou “a negligência da formação quando as faculdades de cinema surgiram” e do “plano que existia, que não vingou, para se criar uma universidade de cinema na Bahia, com Walter da Silveira como diretor”. Milene Gusmão (Uesb) explicou o início do processo de criação do curso de cinema em Vitória da Conquista. “Apesar de ser a cidade de Glauber Rocha, até pouco tempo atrás  90% da população não sabia quem era Glauber. Conseguimos implantar o curso em 2010 e temos tido resultados muito significativos. A formação do curso veio a partir da extensão. Tinha uma pessoa na cidade com uma trajetória de formação pelo cineclube. Esse cinéfilo viabilizou o projeto, que foi crescendo dentro da universidade”.

Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo. Foto: Rosilda Cruz

O professor Umbelino Brasil explicou que não existia escola de cinema no Brasil. “A Ufba foi a pioneira. A formação da mão-de-obra cinematográfica, historicamente no mundo e no Brasil, se deu fora das escolas e assim prossegue até um certo tempo. Às vezes a formação de profissionais não está rigorosamente nos cursos regulamentados, ela se dá de outra maneira. Por exemplo, Glauber e seus parceiros foram fazer cinema nos seus convívios, no cineclube do Walter da Silveira.” O professor Danillo Barata contou que o curso da UFRB surgiu em 2008 e  foi o primeiro curso de cinema de universidade pública do Norte-Nordeste. “Tão tarde isso, mas é verdade. O curso nasce depois de uma mudança total paradigmática, inclusive no campo da cultura. Hoje temos professores e alunos do Brasil inteiro. Nosso objetivo sempre foi pensar inclusão com excelência’.

Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo.

Com o tema “História e memória do audiovisual na Bahia”, a cineasta Izabel Melo abriu a segunda mesa de debates contando ao público que seu interesse pelo cinema surgiu a partir do contato que teve com a Jornada Internacional de Cinema da Bahia: “quando a gente olha a Jornada percebe que ela é muito grande, começando em 1972 como Jornada Baiana de Curta Metragem e hoje é uma Jornada Internacional de Cinema da Bahia”. A cineasta Laura Bezerra destacou a necessidade e a importância da preservação do patrimônio audiovisual e o cineasta José Humberto relatou sua experiência à frente da Dimas e a importância da instituição na preservação e política de cinema na Bahia. Nesta quinta, 25, o debate continua na Sala Walter da Silveira (Barris), com mesa, às 17h, sobre “Animação no audiovisual baiano” e, às 19h, sobre “Estética e linguagem do cinema baiano”. No período de 26 a 28 (sexta, sábado e domingo), destaque para a exibição de cerca de 100 filmes produzidos na Bahia neste século XXI. - Confira a programação completa dos debates e filmes A Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo é uma realização das secretarias estaduais de Cultura e de Comunicação/ Irdeb e da Regional Bahia e Sergipe do Ministério da Cultura, com apoio de várias instituições parceiras.