03/11/2014
[caption id="attachment_54109" align="aligncenter" width="448" caption="Foto: Estandarte Photo e Vídeo"]
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Resgate e preservação de conhecimentos tradicionais foi o tema da mesa que trouxe a doutora em Antropologia Social e Etnologia, Maria de Lourdes Siqueira, a Presidente da Associação de Mulheres Ciganas e Secretária de Mulheres do Conselho Nacional Cigano (Conaci), Lori Emanoela, a doutoranda em Execução Musical, Cristina Owtake e a cantora, compositora e poetisa, Ionete da Silveira, a D. Onete, que colocou mais de 200 mulheres para dançar o “carimbó chamegado”, na Sala Walter da Silveira. O estilo, muito popular no Pará, deu a D. Onete o título de “Rainha do Carimbó Chamegado”, além do prêmio Troféu Mestre Lucindo, na categoria “Carimbó de raiz”, terceira edição do Festival de Carimbó de Marapanim (PA). “Divulgo a minha música, que é o carimbó, quem faz esse tipo de música fala de poesia e faz as coisas com amor. Reverencio a cultura e a música indígena do Pará, porque tem muita mistura. Viva o carimbó”, afirmou.
Sobre a cultura cigana, Lori Emanoela enalteceu o papel feminino enquanto guardiães do legado cultural. “São elas que mantêm os saberes, são responsáveis pela transmissão das nossas origens. A mãe tem um papel muito importante na nossa cultura, porque, são elas que retransmitem e desenvolvem, por meio da oralidade e da experimentação, a cultura cigana para as gerações seguintes”, enfatizou. A riqueza da pluralidade foi um ponto trazido por Maria de Lourdes Siqueira. “As distinções de identidades e de gêneros devem ser celebradas como riquezas a serem compartilhadas, pois reconhecimento, pluralidade e diversidade são valores essenciais do ser humano”, afirmou.
Em um relato de sua trajetória no campo da música e na regência, a musicista Cristina Owtake falou da importância da perseverança em áreas de maioria masculina, como a Engenharia Mecânica, na qual se graduou. “Me formei em Engenharia Mecânica, numa época em que as mulheres não faziam muito este curso, entretanto, nunca deixei de fazer cursos na área de música, ou seja, acompanhava as coisas deste universo, por isso, acho fundamental respeitar a diversidade de opção das pessoas”, disse.
O SNMC é uma realização da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura – Bahia, com parceria do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM), da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), da Secretaria de Comunicação (SECOM-BA) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).
- Confira aqui mais fotos
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Resgate e preservação de conhecimentos tradicionais foi o tema da mesa que trouxe a doutora em Antropologia Social e Etnologia, Maria de Lourdes Siqueira, a Presidente da Associação de Mulheres Ciganas e Secretária de Mulheres do Conselho Nacional Cigano (Conaci), Lori Emanoela, a doutoranda em Execução Musical, Cristina Owtake e a cantora, compositora e poetisa, Ionete da Silveira, a D. Onete, que colocou mais de 200 mulheres para dançar o “carimbó chamegado”, na Sala Walter da Silveira. O estilo, muito popular no Pará, deu a D. Onete o título de “Rainha do Carimbó Chamegado”, além do prêmio Troféu Mestre Lucindo, na categoria “Carimbó de raiz”, terceira edição do Festival de Carimbó de Marapanim (PA). “Divulgo a minha música, que é o carimbó, quem faz esse tipo de música fala de poesia e faz as coisas com amor. Reverencio a cultura e a música indígena do Pará, porque tem muita mistura. Viva o carimbó”, afirmou.
Sobre a cultura cigana, Lori Emanoela enalteceu o papel feminino enquanto guardiães do legado cultural. “São elas que mantêm os saberes, são responsáveis pela transmissão das nossas origens. A mãe tem um papel muito importante na nossa cultura, porque, são elas que retransmitem e desenvolvem, por meio da oralidade e da experimentação, a cultura cigana para as gerações seguintes”, enfatizou. A riqueza da pluralidade foi um ponto trazido por Maria de Lourdes Siqueira. “As distinções de identidades e de gêneros devem ser celebradas como riquezas a serem compartilhadas, pois reconhecimento, pluralidade e diversidade são valores essenciais do ser humano”, afirmou.
Em um relato de sua trajetória no campo da música e na regência, a musicista Cristina Owtake falou da importância da perseverança em áreas de maioria masculina, como a Engenharia Mecânica, na qual se graduou. “Me formei em Engenharia Mecânica, numa época em que as mulheres não faziam muito este curso, entretanto, nunca deixei de fazer cursos na área de música, ou seja, acompanhava as coisas deste universo, por isso, acho fundamental respeitar a diversidade de opção das pessoas”, disse.
O SNMC é uma realização da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura – Bahia, com parceria do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM), da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), da Secretaria de Comunicação (SECOM-BA) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).
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