10/11/2014
Investigação cênica revela o culto dos encantados e resistência da cultura indígena e africana à colonização
A formação da identidade cultural do povo brasileiro é o tema do espetáculo Kanzuá, nossa casa, mais nova montagem da diretora Fernanda Júlia e montagem de estreia do Aldeia Coletivo Cênico. Como uma investigação cênica do encontro entre as matrizes indígena e africana, a peça vai revelar o chamado culto dos encantados e a religiosidade dos caboclos, com temporada prevista de 9 a 21 de dezembro, de terça a domingo, às 17h30, na Casa Preta (Rua Areal de Cima, nº40, Dois de Julho). Fernanda Júlia, que tem na trajetória espetáculos de forte natureza ritual, que mergulham no universo do candomblé, pela primeira vez, se aproxima da cultura indígena e a riqueza do seu encontro com as populações afro-brasileiras. De acordo com a encenadora, “esse encontro gerou estratégias de resistência e de reexistência de índios e negros na luta contra o colonizador e faz parte das contribuições civilizatórias que ambos legaram na composição da cultura brasileira”. Kanzuá, nossa casa quer contar uma história pouco conhecida e fazer pensar e reconhecer a importância destas matrizes fundadoras na concepção do que chamamos hoje de Brasil. Com dramaturgia de Daniel Arcades, o espetáculo reúne os atores Denise Correia, Luiz Guimarães, Mariana Damásio, Thiago Romero e conta com direção musical de Jarbas Bittencourt e trilha sonora original de Roquildes Junior e Sanara Rocha. As coreografias são assinadas por Zebrinha e figurino, cenário e maquiagem da autoria de Thiago Romero. A iluminação fica por conta de Luiz Guimarães, que quer explorar as nuances do entardecer. Este projeto foi contemplado no Edital Setorial de Teatro 2012 / Fundo de Cultura do Estado da Bahia. Aldeia Coletivo Cênico Do desejo de provocar reflexão, questionamento, descoberta ou encontro, construção e constituição da identidade, seja ela pessoal, profissional, artística, social ou histórica emerge o Aldeia Coletivo Cênico. O grupo de artistas observa o humano através do seu corpo embebido de consciência, materialidade de sua identidade, corpo com marcas, sensações e cicatrizes, corpo constituído de memória muitas vezes invisível ao próprio individuo. Para isso, pesquisa a relação cíclica, ator platéia e a utilização do corpo como agente disparador e condutor ritualístico. O coletivo tem como princípio fortalecer a figura do ator-atriz, enquanto propositor e gestor de um discurso, levando em consideração o individuo, o espaço e sua historia. Faz parte do trabalho a utilização de momentos de troca-aprendizagem e instrumentalização do artista, possibilitando ao ator-atriz contato e experiências práticas com outras ferramentas do espetáculo, como iluminação, produção, direção, cenotecnia, dramaturgia, entre outras. SERVIÇO: Espetáculo Kanzuá "Nossa Casa" De 09 a 21 de dezembro, às 17h30 Casa Preta Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) Censura: 14 anos FICHA TÉCNICA: Direção: Fernanda Júlia Dramaturgia: Daniel Arcades Elenco: Denise Correia, Luiz Guimarães, Mariana Damásio, Thiago Romero Assistência de Direção: Sanara Rocha Composição de trilha sonora original: Roquildes Junior e Sanara Rocha Direção Musical: Jarbas Bittencourt Músicos: Anderson Danttas, Roquildes Junior, Sanara Rocha Coreografia: Zebrinha Figurino, Maquiagem e Cenário: Thiago Romero Iluminação: Luiz Guimarães Preparação Corporal: Nara Couto Preparação Vocal: Donna Liu Iniciação à Percussão: Ricardo Costa Produção Executiva: Luiz Antônio Sena Jr. Assistência de Produção: Ana Paula Carneiro Assessoria de Comunicação: Crioula Mobilização Social (Mônica Santana) Design Gráfico: Thiago Romero Fotografia: Andréa Magnoni Vídeo: Bob Nunes Realização: Aldeia Coletivo Cênico
