Conselho Estadual de Cultura se torna pioneiro em participação social

10/12/2014
[caption id="attachment_55639" align="aligncenter" width="414" caption="Foto: Secom"][/caption] O Conselho Estadual de Cultura da Bahia é o único no País a contar com membros eleitos da sociedade civil, representando os setores do fazer cultural e os territórios de identidade cultural. Esse modelo estratégico de gestão integrada entre poder público e sociedade civil foi coroado na última terça-feira, 09, durante a cerimônia de posse dos 60 integrantes que assumem o órgão. O evento aconteceu na Sala Walter da Silveira, no Complexo Cultural dos Barris, em Salvador. Na ocasião, foram empossados os novos integrantes dos Colegiados Setoriais das Artes e de Cultura. O ato contou com a presença do governador Jaques Wagner, do secretário de Cultura Albino Rubim, e do escritor Araken Vaz Galvão, que acaba de deixar a presidência do Conselho e saudou os recém-empossados conselheiros. Fizeram parte da mesa os agentes culturais Goya Lopes (eleita para o Colegiado Setorial Nacional de Moda) e Pawlo Cidade (eleito para o Colegiado Setorial de Teatro e para o Conselho de Cultura). Aberto ao público, o evento teve início às 14h30 com lotação esgotada. O então presidente Araken Vaz Galvão falou sobre os desafios de gerenciar a instituição e agradeceu o apoio dos conselheiros e conselheiras que trabalharam com afinco até o final dos mandatos. Vaz Galvão se despediu parabenizando a equipe de funcionários que trabalha no Conselho e, em seguida, citou a importância de os novos membros da Casa priorizarem sempre as demandas dos agentes culturais. “Somente em trabalho conjunto a sociedade civil e seus interesses serão bem representados”, afirmou. Para o secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, este é um momento simbólico na trajetória da institucionalização da cultura. Assim como pôde ser confirmado com o Plano Estadual de Cultura e as Conferências de Cultura, o secretário tem priorizado a participação da sociedade nas ações ligadas à gestão da pasta da Cultura. “Temos alegria de ver hoje aqui a presença de representantes de toda Bahia. Não basta ter apenas representação política, queremos outros mecanismos de participação cidadã. A cultura é um campo frágil em termos institucionais, temos que fortalecer esse sistema”, festejou o secretário. GOVERNADOR – Emocionado ao longo do seu discurso, o governador Jaques Wagner lembrou da adolescência, quando participou de peças teatrais e sentiu a frustração de não ver trabalhos finalizados por falta de recursos. O governador conteve as lágrimas ao discorrer sobre a importância da sociedade civil na gestão, algo que tem sido fortalecido na Bahia com o Conselho Estadual de Cultura e os Colegiados Setoriais das Artes e de Cultura. “O aumento do número de pessoas que vão pensar a cultura do estado é significante”, afirmou. Wagner disse ainda que tem conversado com o governador eleito este ano, Ruy Costa, para que, ao iniciar sua gestão, em janeiro de 2015, mantenha sempre firme o olhar às necessidades culturais. “Pedi a Ruy Costa que olhasse com atenção para as demandas culturais, porque não há nada mais importante para o povo que sua cultura. É através dela que é construída sua identidade”, explicou o governador. No total, o Conselho Estadual de Cultura passa a ter 10 representantes dos territórios de identidade cultural e 10 dos seguimentos e fazeres culturais, todos eleitos com seus respectivos suplentes. Outros 10 nomes foram indicados pelo poder público e seus suplentes. Isso deixa o órgão com 60 integrantes, sendo dois terços de sociedade civil e um terço do poder público.
>> Lista completa dos conselheiros por setorConselheiros do Fazer CulturalConselheiros Territoriais Representantes do Poder Público