04/02/2015
[caption id="attachment_57508" align="aligncenter" width="453" caption="Fotos: Rosilda Cruz"]
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Noite de brilho, emoção e saudade. A última edição do show Pérolas Mistas contou com o quarteto formado por Carlinhos Brow, Ellen Oléria, Mariene de Castro e Lazzo Matumbi, acompanhados pela Orquestra de Câmara de Salvador, comandada pelo maestro Ângelo Rafael, além de quatro Alabês conduzidos por Gabi Guedes. O espetáculo cênico musical da noite desta terça-feira (03), no Museu Du Ritmo, teve 3 horas de apresentação e um repertório repleto de referências à cultura afrobaiana em cânticos religiosos, ritmos e muita música negra.
Carlinhos Brown falou sobre a importância das parcerias, do patrocínio e do apoio do estado para que o evento acontecesse de forma tão primorosa. “Quando os órgãos responsáveis por cultura nos chancelam com a possibilidade de ser incentivado, realmente nos dão o dever de fazer com ainda mais responsabilidade. O que fizemos hoje aqui não condiz com o desejo pessoal de cada um; estamos em coletivo para atender ao coletivo que quer ver o melhor e nós queremos continuar fazendo o melhor”, sintetizou Brown. E agradeceu: “muito obrigado à SecultBA pela atenção e pela confiança”.
A cantora Ellen Oléria também agradeceu e explicou que o público é corresponsável pelo sucesso do projeto. “Foi fantástico! Essa iniciativa é incrível. Eu nunca vi nada parecido na minha vida! Essa aglutinação de poder reunir pessoas incríveis, com essa boa vontade, generosidade e desejo de trabalhar para fazer o melhor, só pôde resultar no espetáculo que a gente vivenciou”, disse Oléria. Para a cantora, o concerto “foi um encontro poderoso e revolucionário”. “No tempo de violência gratuita que a gente vive, esse espetáculo serve de oxigênio pra alma”, acredita ela.
O cantor Lazzo Matumbi se disse triste pelo fim da temporada. “Torço muito para que o projeto tenha continuidade porque não é um trabalho para ser mostrado em apenas 4 edições; precisamos de mais temporadas para que mais baianos possam ter tempo de reconhecer a sua identidade presente neste espetáculo”, defendeu ele. “Queria parabenizar a Secretaria de Cultura por patrocinar as ideias bacanas desse empreendedor da cultura baiana que é Carlinhos Brown”, declarou o músico.
A cantora Mariene de Castro confessou que o último show foi de saudade para ela e para o público que se tornou fiel durante o período do espetáculo. “Quem veio no primeiro, veio no segundo, terceiro... Acabou acontecendo uma comoção nas pessoas de quererem voltar para rever o espetáculo. O projeto realmente foi um presente para a família soteropolitana. Saber que no verão existiu um lugar onde as famílias puderam vir e serem presenteadas com um espetáculo com orquestra, com repertório lindo, com cantores especiais, me deixou muito feliz”, comemorou.
O maestro Ângelo Rafael relatou a experiência de montar um espetáculo com tanta riqueza de detalhes. “Foi um desafio desde a seleção do repertório, criar os arranjos para as 18 músicas trabalhadas, compor uma ordem minimamente inteligível traçando um roteiro que leve uma ideia ao público, além das várias observações técnicas. Não é fácil reunir universos que a priori não dialogariam, como os de percussionistas, alabês e músicos sinfônicos, e colocar em sintonia. Foi um desafio muito grande, mas extremamente prazeroso”, celebrou o maestro.
O encerramento ficou por conta do Ilê Aiyê, que tocou seus grandes sucessos, como Que Bloco é Esse, O Mais Belo dos Belos e Pai e Filho.
>> Confira mais fotos da última edição do Concerto Pérolas Mistas
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Noite de brilho, emoção e saudade. A última edição do show Pérolas Mistas contou com o quarteto formado por Carlinhos Brow, Ellen Oléria, Mariene de Castro e Lazzo Matumbi, acompanhados pela Orquestra de Câmara de Salvador, comandada pelo maestro Ângelo Rafael, além de quatro Alabês conduzidos por Gabi Guedes. O espetáculo cênico musical da noite desta terça-feira (03), no Museu Du Ritmo, teve 3 horas de apresentação e um repertório repleto de referências à cultura afrobaiana em cânticos religiosos, ritmos e muita música negra.
Carlinhos Brown falou sobre a importância das parcerias, do patrocínio e do apoio do estado para que o evento acontecesse de forma tão primorosa. “Quando os órgãos responsáveis por cultura nos chancelam com a possibilidade de ser incentivado, realmente nos dão o dever de fazer com ainda mais responsabilidade. O que fizemos hoje aqui não condiz com o desejo pessoal de cada um; estamos em coletivo para atender ao coletivo que quer ver o melhor e nós queremos continuar fazendo o melhor”, sintetizou Brown. E agradeceu: “muito obrigado à SecultBA pela atenção e pela confiança”.
A cantora Ellen Oléria também agradeceu e explicou que o público é corresponsável pelo sucesso do projeto. “Foi fantástico! Essa iniciativa é incrível. Eu nunca vi nada parecido na minha vida! Essa aglutinação de poder reunir pessoas incríveis, com essa boa vontade, generosidade e desejo de trabalhar para fazer o melhor, só pôde resultar no espetáculo que a gente vivenciou”, disse Oléria. Para a cantora, o concerto “foi um encontro poderoso e revolucionário”. “No tempo de violência gratuita que a gente vive, esse espetáculo serve de oxigênio pra alma”, acredita ela.
O cantor Lazzo Matumbi se disse triste pelo fim da temporada. “Torço muito para que o projeto tenha continuidade porque não é um trabalho para ser mostrado em apenas 4 edições; precisamos de mais temporadas para que mais baianos possam ter tempo de reconhecer a sua identidade presente neste espetáculo”, defendeu ele. “Queria parabenizar a Secretaria de Cultura por patrocinar as ideias bacanas desse empreendedor da cultura baiana que é Carlinhos Brown”, declarou o músico.
A cantora Mariene de Castro confessou que o último show foi de saudade para ela e para o público que se tornou fiel durante o período do espetáculo. “Quem veio no primeiro, veio no segundo, terceiro... Acabou acontecendo uma comoção nas pessoas de quererem voltar para rever o espetáculo. O projeto realmente foi um presente para a família soteropolitana. Saber que no verão existiu um lugar onde as famílias puderam vir e serem presenteadas com um espetáculo com orquestra, com repertório lindo, com cantores especiais, me deixou muito feliz”, comemorou.
O maestro Ângelo Rafael relatou a experiência de montar um espetáculo com tanta riqueza de detalhes. “Foi um desafio desde a seleção do repertório, criar os arranjos para as 18 músicas trabalhadas, compor uma ordem minimamente inteligível traçando um roteiro que leve uma ideia ao público, além das várias observações técnicas. Não é fácil reunir universos que a priori não dialogariam, como os de percussionistas, alabês e músicos sinfônicos, e colocar em sintonia. Foi um desafio muito grande, mas extremamente prazeroso”, celebrou o maestro.
O encerramento ficou por conta do Ilê Aiyê, que tocou seus grandes sucessos, como Que Bloco é Esse, O Mais Belo dos Belos e Pai e Filho.
>> Confira mais fotos da última edição do Concerto Pérolas Mistas
