14/02/2015
[caption id="attachment_58157" align="aligncenter" width="491" caption="Foto: Sidney Rocharte"]
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Emoção, alegria e descontração foram alguns dos elementos da folia durante a sexta-feira de Carnaval do Pelô. O dia contou com a tradicional saída do Olodum levando os seus tambores em direção à avenida. A programação trouxe os primeiros desfiles das bandas, fanfarras e grupos de performance nas ruas do Centro Histórico, e durante a noite a abertura oficial da festa do Carnaval da Cultura contou com sete vozes negras reunidas numa bela homenagem à sambista Edith do Prato.
O governador da Bahia, Rui Costa, em visita ao Carnaval do Pelô, fez um balanço positivo do início da folia. “Cheguei e observei uma alegria enorme na saída do Olodum, esse símbolo de referência do carnaval da Bahia, junto com o Ilê Aiyê e com outros blocos Afros. Vi o Pelourinho cheio de alegria, com muitas pessoas de fora, inclusive, falando bem da alegria dos baianos. É isso que nós queremos ainda mais, reafirmar e espalhar a raiz da cultura negra da Bahia, que ficou conhecido no mundo, com a nossa musicalidade e a diversidade cultural baiana”, afirmou.
O dia começou animado nas ruas do Pelô, o folião acompanhou de perto diversos desfiles que mesclam personagens e referências das cultura popular. Foram 17 grupos que participaram da folia de sexta-feira, entre eles a Boiada Multicor, que desfilou ao som do toque do berimbau. O grupo distribui alegria na figura do boi brasileiro, reconstruindo com cores a imagem do boi da cara preta.
A abertura oficial do Carnaval da Cultura aconteceu durante a noite no Largo do Pelourinho e contou com uma homenagem ao centenário de Dona Edith do Prato, ícone do samba de roda da Bahia, que ficou conhecida por tocar samba usando prato e faca como instrumentos. A também sambista Mariene de Castro foi a anfitriã da festa e recebeu no palco Margareth Menezes, Mariela Santiago, Virgínia Rodrigues, Will Carvalho, Carol Soares e Manuela Rodrigues. “Foi um presente que o secretário de Cultura Jorge Portugal me deu de abrir o carnaval do Pelourinho falando de uma senhora como d. Edith do Prato no seu centenário, além de poder cantar com essas vozes negras maravilhosas aqui da Bahia, com direção de Zebrinha e Jarbas Bittencourt, com minha banda, trazendo o repertório de dona Edith que a gente priorizou e um pouco do meu repertório também. Foi uma noite muito especial”, declara Mariene.
A noite prosseguiu com a Orquestra Afrosinfônica, regida pelo maestro Ubiratan Marques, que dividiu o palco com o cantor e compositor Chico César, e ainda com Giba Conceição. “Fiquei muito feliz com o convite para vir participar do carnaval da Bahia, aqui no Pelourinho, lugar que tem uma importância simbólica muito grande para todos os brasileiros e, principalmente, para os “afro existentes” e “afro resistentes"”, declarou Chico César ao falar sobre sua apresentação no carnaval da Cultura 2015. A noite no palco principal foi encerrada pela Orkestra Rumpilezz, realizando o projeto "Rumpilezz em Trio".
Com um repertório recheado de marchinhas, frevo e axé, a Orquestra Paulo Primo abriu o palco do Largo Pedro Archanjo, reforçando o que já se tornou a marca do espaço no Carnaval da Cultura 2015: a axé music e as canções que embalaram os primeiros carnavais sob a base e harmonia das orquestras. A programação continuou com a apresentação da banda IFÁ Afrobeat. Com um grupo de amigos, Joana (21) esperava ansiosa o início do show. “Eu adoro o que eles fazem. É uma energia que atravessa o corpo e tê-los nos carnaval é a prova que a festa tem mesmo espaço para um pouco de tudo”, declarou.
A cantora da axé music Sarajane abriu a noite no Largo Tereza Batista trazendo grandes sucessos. E a banda baiana Toco y me Voy resolveu homenagear a sexta-feira 13 e compareceu ao show usando fantasias inspiradas em personagens de terror. “Eu sempre tive vontade de tocar fantasiado e não tinha oportunidade melhor do que essa, sendo carnaval e Sexta feira 13. Taí a nossa forma de contribuir com a fantasia da nossa folia”, afirma o cantor e guitarrista Thiago Ribeiro. Já a cantora e sanfoneira Lívia Mattos apresentou o show "Folia de Fole". No repertório marchinhas, frevos, rumbas e maxixes conduzidos ao som da sanfona.
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Emoção, alegria e descontração foram alguns dos elementos da folia durante a sexta-feira de Carnaval do Pelô. O dia contou com a tradicional saída do Olodum levando os seus tambores em direção à avenida. A programação trouxe os primeiros desfiles das bandas, fanfarras e grupos de performance nas ruas do Centro Histórico, e durante a noite a abertura oficial da festa do Carnaval da Cultura contou com sete vozes negras reunidas numa bela homenagem à sambista Edith do Prato.
O governador da Bahia, Rui Costa, em visita ao Carnaval do Pelô, fez um balanço positivo do início da folia. “Cheguei e observei uma alegria enorme na saída do Olodum, esse símbolo de referência do carnaval da Bahia, junto com o Ilê Aiyê e com outros blocos Afros. Vi o Pelourinho cheio de alegria, com muitas pessoas de fora, inclusive, falando bem da alegria dos baianos. É isso que nós queremos ainda mais, reafirmar e espalhar a raiz da cultura negra da Bahia, que ficou conhecido no mundo, com a nossa musicalidade e a diversidade cultural baiana”, afirmou.
O dia começou animado nas ruas do Pelô, o folião acompanhou de perto diversos desfiles que mesclam personagens e referências das cultura popular. Foram 17 grupos que participaram da folia de sexta-feira, entre eles a Boiada Multicor, que desfilou ao som do toque do berimbau. O grupo distribui alegria na figura do boi brasileiro, reconstruindo com cores a imagem do boi da cara preta.
Centenário com samba
A banda de reggae Diamba foi a primeira atração no Largo Quincas Berro D´água. No repertório, o vocalista Duda cantou clássicos de Bob Marley, e prestigiou a diversidade da música baiana de Raul Seixas a Lazzo Matumbi, além de apresentar canções originais da banda. E o sambista da velha guarda Firmino de Itapuã levou a proposta de resgatar os antigos bailes de carnaval.
O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
>> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura