15/02/2015
[caption id="attachment_58215" align="aligncenter" width="464" caption="Fotos: Paulo Lima"]
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Os blocos afros Malê Debalê (Itapuã), Bankoma (Portão) e Muzenza (Liberdade) levaram para o Circuito Osmar, na noite deste sábado (14), o resultado de oficinas de música, dança-afro, percussão, corte e costura, estética afro e tantos outros projetos sociais realizados pelas entidades nas suas comunidades. Dentro das cordas foliões, vestidos com fantasias preparadas pelos oficineiros e nas alas personalizadas dançarinos, percussionistas e músicos que aprenderam as artes graças ao trabalho feito onde vivem. O Malê Debalê que neste ano traz o tema “Kirimurê – Bahia de Todos os Santos” arrastou quatro mil foliões distribuídos em 15 alas e desenvolve esse trabalho há mais de três décadas.
Para o arquiteto André Lego, que acompanha o Malê há 20 anos, a entidade promove a comunidade para o mundo. Morador do bairro e folião de carteirinha, ele viajou com o grupo para o Festival de Jazz em Nova Orleans no ano passado. “Levamos nossas crianças e mostramos tudo que ensinamos a elas no lugar onde a gente vive. No bloco não é diferente. Temos dançarinos, músicos, percussionistas, costureiras, figurinistas. Gente feita lá”, pontuou. Na sequencia o bloco afro Bankoma evidenciou toda força das ações realizadas em Portão. Segundo a presidente do bloco, a Mameto Kamurici do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, Mãe Lúcia das Neves, é emocionante assistir a entidade integrando com tanta força o Carnaval. “São nossos meninos, que tinham tudo para seguir outro caminho, mas graças a nossa força e trabalho estão trilhando a rota do bem. Bloco afro é uma prestação de contas do trabalho que fazemos na comunidade”, afirmou.
A Liberdade foi trazida pelo Bloco Muzenza com seus três mil associados que levaram para avenida o tema "Nordeste Negro”. Entre os 100 percussionistas estava o capoeirista e músico, Cláudio Silva, 22 anos, nascido e criado no bairro. “Tudo que sei, aprendi onde nasci. Sou muito agradecido por que minha história poderia ser bem diferente” frisou. Seis alas com dançarinos, capoeiristas, baianas e 350 rastafaris formavam a agremiação. “Oferecemos oficinas de percussão, dança-afro, estética afro, canto, corte e costura. É só olhar para o bloco que está tudo aí”, assinalou o presidente Jorge Santos. Amanhã o desfile será no percurso Barra-Ondina e na terça-feira o bloco voltará ao Campo Grande.
CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
>> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura
>> Veja mais fotos do Carnaval da Cultura
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Os blocos afros Malê Debalê (Itapuã), Bankoma (Portão) e Muzenza (Liberdade) levaram para o Circuito Osmar, na noite deste sábado (14), o resultado de oficinas de música, dança-afro, percussão, corte e costura, estética afro e tantos outros projetos sociais realizados pelas entidades nas suas comunidades. Dentro das cordas foliões, vestidos com fantasias preparadas pelos oficineiros e nas alas personalizadas dançarinos, percussionistas e músicos que aprenderam as artes graças ao trabalho feito onde vivem. O Malê Debalê que neste ano traz o tema “Kirimurê – Bahia de Todos os Santos” arrastou quatro mil foliões distribuídos em 15 alas e desenvolve esse trabalho há mais de três décadas.
Para o arquiteto André Lego, que acompanha o Malê há 20 anos, a entidade promove a comunidade para o mundo. Morador do bairro e folião de carteirinha, ele viajou com o grupo para o Festival de Jazz em Nova Orleans no ano passado. “Levamos nossas crianças e mostramos tudo que ensinamos a elas no lugar onde a gente vive. No bloco não é diferente. Temos dançarinos, músicos, percussionistas, costureiras, figurinistas. Gente feita lá”, pontuou. Na sequencia o bloco afro Bankoma evidenciou toda força das ações realizadas em Portão. Segundo a presidente do bloco, a Mameto Kamurici do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, Mãe Lúcia das Neves, é emocionante assistir a entidade integrando com tanta força o Carnaval. “São nossos meninos, que tinham tudo para seguir outro caminho, mas graças a nossa força e trabalho estão trilhando a rota do bem. Bloco afro é uma prestação de contas do trabalho que fazemos na comunidade”, afirmou.
A Liberdade foi trazida pelo Bloco Muzenza com seus três mil associados que levaram para avenida o tema "Nordeste Negro”. Entre os 100 percussionistas estava o capoeirista e músico, Cláudio Silva, 22 anos, nascido e criado no bairro. “Tudo que sei, aprendi onde nasci. Sou muito agradecido por que minha história poderia ser bem diferente” frisou. Seis alas com dançarinos, capoeiristas, baianas e 350 rastafaris formavam a agremiação. “Oferecemos oficinas de percussão, dança-afro, estética afro, canto, corte e costura. É só olhar para o bloco que está tudo aí”, assinalou o presidente Jorge Santos. Amanhã o desfile será no percurso Barra-Ondina e na terça-feira o bloco voltará ao Campo Grande.
CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
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