17/02/2015
[caption id="attachment_58456" align="aligncenter" width="491" caption="Malê Debalê/ Foto: Paulo Lima"]
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Reconhecido por receber blocos de trio e estrelas do axé music o circuito Barra / Ondina ouviu ecoar o som dos tambores na noite desta segunda (16). O “Projeto Especial” trouxe para a avenida o afro reggae do Muzenza e o maior balé afro do mundo com o Malê Debalê.
O desfile foi iniciado pelo Muzenza, que completa 34 carnavais neste ano. Com o tema “Nordeste Negro”, o bloco trouxe para a avenida cerca de cem percussionistas, seis alas com centenas de dançarinos, capoeiristas, baianas e a tradicional ala de homenagem ao cantor jamaicano Bob Marley, que reuniu cerca de 300 rastafaris.
O repertório, comandado pela ala de canto dos músicos Nem Tatuagem, Chocolate, Jorge Garcia, Zeó e Barabadá, estava recheado de sucessos consagrados do bloco como “Swing da cor” e “Brilho e Beleza”. Dentre os que cantavam em coro todas as músicas estava o trabalhador autônomo Guilherme de Jesus que desfila no bloco desde 1993. “Eu gosto do Muzenza assim como eu amo minha mãe e minha filha, que são o ouro que tenho. Não existe bloco melhor. Muzenza é uma paixão”, diz.
Em seguida o Malê Debalê entrou na avenida com o tema Kirimurê que recontou toda história e magia do Recôncavo da Bahia. Para isso o balê, composto por quase mil bailarinos que se dividem em alas, trouxe fantasias com referencias a personagens, elementos e tradições do recôncavo como orixás, índios e capoeiristas. “Contar essa história é muito importante. Muitos baianos não conhecem a história da Bahia”, afirma Ubiratan Souza, diretor do bloco.
Desfilando há 26 anos no Malê Debalê, o folião Edmilson de Lima fala acredita que os blocos afro são importantes para valorização, autoestima e reconhecimento da identidade negra. "O Malê representa a cultura, a identidade negra e o poder do povo", opina.
Para os coordenadores dos dois blocos o “Projeto Especial” fortalece a valorização das entidades de matrizes africanas. “Nós desfilávamos na Barra há uns anos atrás, mas por conta dos “donos do carnaval da Barra” ficávamos esperando até a madrugada para desfilar. Houve uma vez que o nosso desfile só terminou às 8 da manhã, quando não tinha mais ninguém. Nós do bloco afro vamos retomar nosso espaço", afirma Ubiratan Souza diretor do Malê Debalê. Já Jorge dos Santos, presidente do Muzenza, destacou a presença da imprensa no circuito como uma importante ferramenta para visibilidade dos bloco afro. “Um dos caminhos é esse. Nós somos mantedores da cultura e é preciso que a gente tenha a possibilidade de fortalecer a cultura de Salvador” , afirma.
O Muzenza volta a se apresentar nesta terça-feira (17). Desta vez o desfile acontece no Campo Grande às 18h.
[caption id="attachment_58457" align="aligncenter" width="491" caption="Muzenza/ Foto: Paulo Lima"]
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O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
>> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura
>> Veja fotos da nossa Folia Cultural
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Reconhecido por receber blocos de trio e estrelas do axé music o circuito Barra / Ondina ouviu ecoar o som dos tambores na noite desta segunda (16). O “Projeto Especial” trouxe para a avenida o afro reggae do Muzenza e o maior balé afro do mundo com o Malê Debalê.
O desfile foi iniciado pelo Muzenza, que completa 34 carnavais neste ano. Com o tema “Nordeste Negro”, o bloco trouxe para a avenida cerca de cem percussionistas, seis alas com centenas de dançarinos, capoeiristas, baianas e a tradicional ala de homenagem ao cantor jamaicano Bob Marley, que reuniu cerca de 300 rastafaris.
O repertório, comandado pela ala de canto dos músicos Nem Tatuagem, Chocolate, Jorge Garcia, Zeó e Barabadá, estava recheado de sucessos consagrados do bloco como “Swing da cor” e “Brilho e Beleza”. Dentre os que cantavam em coro todas as músicas estava o trabalhador autônomo Guilherme de Jesus que desfila no bloco desde 1993. “Eu gosto do Muzenza assim como eu amo minha mãe e minha filha, que são o ouro que tenho. Não existe bloco melhor. Muzenza é uma paixão”, diz.
Em seguida o Malê Debalê entrou na avenida com o tema Kirimurê que recontou toda história e magia do Recôncavo da Bahia. Para isso o balê, composto por quase mil bailarinos que se dividem em alas, trouxe fantasias com referencias a personagens, elementos e tradições do recôncavo como orixás, índios e capoeiristas. “Contar essa história é muito importante. Muitos baianos não conhecem a história da Bahia”, afirma Ubiratan Souza, diretor do bloco.
Desfilando há 26 anos no Malê Debalê, o folião Edmilson de Lima fala acredita que os blocos afro são importantes para valorização, autoestima e reconhecimento da identidade negra. "O Malê representa a cultura, a identidade negra e o poder do povo", opina.
Para os coordenadores dos dois blocos o “Projeto Especial” fortalece a valorização das entidades de matrizes africanas. “Nós desfilávamos na Barra há uns anos atrás, mas por conta dos “donos do carnaval da Barra” ficávamos esperando até a madrugada para desfilar. Houve uma vez que o nosso desfile só terminou às 8 da manhã, quando não tinha mais ninguém. Nós do bloco afro vamos retomar nosso espaço", afirma Ubiratan Souza diretor do Malê Debalê. Já Jorge dos Santos, presidente do Muzenza, destacou a presença da imprensa no circuito como uma importante ferramenta para visibilidade dos bloco afro. “Um dos caminhos é esse. Nós somos mantedores da cultura e é preciso que a gente tenha a possibilidade de fortalecer a cultura de Salvador” , afirma.
O Muzenza volta a se apresentar nesta terça-feira (17). Desta vez o desfile acontece no Campo Grande às 18h.
[caption id="attachment_58457" align="aligncenter" width="491" caption="Muzenza/ Foto: Paulo Lima"]
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O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
>> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura
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